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SÃO PAULO – O Morgan Stanley reduziu suas estimativas para a Petrobras (PETR3; PETR4), e cortou o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts). O novo target para os recibos de ações ordinárias da empresa negociados na Bolsa de Nova York é de US$ 22,50. A recomendação, contudo, é overweight (desempenho acima da média), com um potencial de valorização de 38,12% em relação ao fechamento da última terça-feira (19).
Após encontro com investidores da América do Sul e Norte, os analistas Bruno Montanari e Guilherme Bellinetti apontam que “o pior já passou”, mas a Petrobras ainda gera preocupação. Com isso, eles reduziram as estimativas para o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 8% e 6%, respectivamente, para 2013 e 2014.
Em meio a esse cenário, eles citam três questões principais que o mercado deve ficar de olho por enquanto:
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1) Quando as perdas da Petrobras com refinarias vão reduzir?
Apesar dos preços dos combustíveis terem elevado três vezes na atual gestão de Maria das Graças Foster, eles apontam que ainda não são suficientes para compensar os custos com as importações. “Com a inflação acima de 6%, não vemos uma evolução positiva nas margens de refino”, disseram.
Como alternativa, eles apontam que o governo poderia aumentar a mistura de etanol na gasolina como forma de reduzir as importações, e isso pode ocorrer já em maio.
2) Endividamento elevado
Outro ponto importante que eles mencionaram é o aumento da dívida líquida da empresa, que já alcança 2,5 vezes do seu Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Acima desse nível, as agências de classificação de risco passam a olhar com mais desconfiança o endividamento da estatal, sendo que o sinal vermelho é acesso quando o índice ultrapassa 3 vezes.
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Mesmo não sendo um risco iminente, Bellinetti e Montanari indicam preocupações no curto prazo sobre uma possível oferta de ativos para que a companhia possa realizar seu plano de investimentos de 2012 a 2016.
3) Dividendos
Por fim, eles apontam que a decisão da empresa em cortar os dividendos pagos para as ações ordinárinas foi a decisão correta a ser tomada, mas ainda assim não resolve o problema de alavancagem da empresa – essa redução no pagamento de proventos da PETR3 vai preservar R$ 3,6 bilhões em caixa. Enquanto os detentores das preferenciais rebecerão em 2012 receberão R$ 0,96 por ação, os acionistas das ordinárias ganharão R$ 0,47.
Diante disso, eles estimam que o prêmio justo entre os ADRs seria de US$ 0,44, mas dado o pessimismo do mercado com o resultado da empresas, esse desconto pode chegar a US$ 2,04, e no pior cenário, a US$ 3,10. No entanto, os analistas apontam que os dividendos das ações preferenciais devem aumentar nos próximos três anos.