Coin reitera recomendação de compra da Klabin, apesar de piora no cenário externo

Conjuntura ainda pressiona os preços do papel e celulose, mas empresa direciona esforços para melhorar o volume de vendas

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SÃO PAULO – A Coinvalores reiterou a recomendação de compra para os papéis da Klabin (KLBN4). A corretora estipula um preço-alvo de R$ 6,30 para setembro de 2012, configurando um potencial de valorização de 27,5% em relação ao fechamento de quarta-feira (28). 

A companhia deve apresentar maiores volumes de vendas de papéis para embalagens no segundo semestre deste ano e estuda investir no segmento de celulose, amparada por diferenciais atrelados aos ganhos de produtividade em termos de rendimento de eucalipto e disponibilidade de terras. Além disso, a corretora ressalta o crescimento na participação das vendas no mercado interno, passando de 61% nos três primeiros trimestres  para 66% no segundo trimestre do mesmo ano. 

Entretanto, a Coin ressalta que a Klabin deve apresentar aumento na sua dívida em função da desvalorização do real, já que a volatilidade cambial impacta diretamente nos níveis de endividamento da companhia, que possui maior parte em moeda estrangeira. Por sua vez, ela deverá reduzir sua alavancagem e aumentar sua geração de caixa para próximos anos. 

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Interferências do novo cenário macroeconômico no setor de papel e celulose
As medidas macroprudenciais adotadas pelo governo recentemente, bem como pelo ciclo de aperto monetário para contenção do avanço da inflação, deixaram as condições do mercado de papel e celulose incertas, especialmente para o volume de vendas. 

Seguindo esta tendência, as vendas domésticas de papel registram recuo de 1,2% entre janeiro e julho deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, em decorrência do aquecimento econômico interno, a corretora projeta uma evolução no desempenho da indrústria de papel e celulose de 2,0% a 4,0% para este ano e 2012, respectivamente.

Para o analista Marco Saravalle, a companhia apresentou resultados satisfatórios no segundo trimestre de 2011, “alinhando com nossas expectativas”. A corretora aponta que as medidas macroprudenciais adotadas pelo governo brasileiro deixaram as condições do mercado de papel e celulose incertas, pressionando os preços de papel e celulose. Contudo, “a Klabin vem direcionando esforços no sentido de aperfeiçoar seu desempenho operacional”, escreve Saravalle.