Citigroup avalia de forma possitiva para WEG sua joint venture com MTOI

Acordo ajudará a WEG a entrar em um mercado de alto crescimento com grande potencial de expansão no longo prazo

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SÃO PAULO – O anúncio de uma joint venture entre a WEG (WEGE3) e o MTOI (Grupo M. Torres Olvega Industrial) foi avaliado de forma positiva pelos analistas do Citigroup, os quais ressaltaram que o acordo ajudará a WEG a entrar em um mercado de alto crescimento com grande potencial de expansão no longo prazo. 

A joint venture também vai de acordo com a estratégia da WEG de aumentar sua presença no setor de energia, movimento já sinalizado pela empresa desde meados de 2010. No entanto, os analistas Luis Vallarino e Maria Luna observam que o acordo não melhora a visibilidade limitada que possuem em relação ao crescimento do negócio de energia no curto prazo, em que ainda esperam mais atividade no mercado doméstico. 

Na visão dos analistas da Ativa, o movimento também é positivo, principalmente porque capacita a WEG a aumentar seu “portfólio de produtos e de soluções para sistemas de energia, além de possibilitar uma presença maior no segmento de energia eólica”.

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Artur Delorme, analista da corretora, ainda pontuou o fato da empresa ter citado a possibilidade de ganhos em função do elevado nível de verticalização de sua produção, o que possibilitará a oferta de produtos completos para este setor.

Perspectivas
Apesar de compartilharem uma visão positiva quanto a joint venture, tanto o analista da Ativa Corretora quando Luis Vallarino e Maria Luna, do Citibank, indicam que é necessário a divulgação de maiores informações sobre os termos do acordo, para que então possam avaliar e definir com maior clareza o impacto do evento para a empresa. 

No entanto, mesmo sem ajustar suas estimativas para a companhia, uma vez que aguardam maiores detalhes sobre o acordo, os analistas do Citibank estimam que haverá alguma repercussão positiva já em 2011 e talvez efeitos ainda mais pronunciados em 2012 e nos anos posteriores. 

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“Nós ainda acreditamos que o setor de energia pode ser um motor poderoso para a WEG e estimamos que representará 37% das receitas em 2011, frente os 31% em 2010, mas mantemos nossa tese principal de um avanço na geração, transmissão e distribuição de energia para o mercado interno do Brasil como chave para o crescimento”, avaliaram os analistas do Citibank.