Citi reduz preço-alvo da Oi e reforça: alavancagem é a maior preocupação

Corretora espera menor receita nos próximos trimestres e reduz preço-alvo para R$ 4

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SÃO PAULO – O Citi reduziu o preço-alvo dos ativos preferenciais da Oi (OIBR4) de R$ 4,70 para R$ 4,00, reduzindo as suas estimativas para a receita da companhia nos próximos trimestres, com preocupação sobre a alavancagem da empresa. A recomendação para os ativos continua sendo “neutra”.

A estimativa para o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da empresa é de R$ 400 milhões ao ano entre 2013 e 2015, também refletindo as melhorias operacionais a serem implementadas pelo novo presidente, Zeinal Bava. Já a alavancagem da Oi é a maior preocupação, segundo relatório assinado por Lucio Aldworth. “Estimamos que a Oi teria de reduzir a dívida em R$ 7,7 bilhões, além das vendas de ativos, para equilibrar o fluxo de caixa.”

Embora algumas das pressões sobre as margens no segundo trimestre tenham sido não recorrentes por natureza, avaliam os analistas, a estratégia recente de venda de ativos vai exigir recursos adicionais para alugar capacidade, exatamente nas torres e redes que a Oi vendeu recentemente.

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Ainda segundo o relatório, o resultado abaixo do esperado da Oi no segundo trimestre deste ano motivou as mudanças, com preço-alvo de R$ 4,00 – upside de 7,53% em relação ao fechamento do último pregão –  e menor perspectiva de receita, com projeção 1% menor em média para os períodos entre 2013 e 2015. Segundo Aldworth, a estratégia recente de venda de ativos pela Oi vai exigir recursos adicionais para alugar capacidade, exatamente nas torres e redes vendidas recentemente, o que pressionará as margens da companhia.