Citi e Ágora divergem sobre resultado operacional do Pão de Açúcar

Números piores que o estimado e avanço nas vendas, mesmo com forte base de comparação, estão entre os argumentos

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SÃO PAULO – Avaliando os números preliminares do Grupo Pão de Açúcar (PCAR5), analistas do Citigroup e da Ágora receberam o desempenho da companhia de modos distintos.

Enquanto os analistas Carlos Albano e Marcio Kawassaki, do Citi, afirmaram que o desempenho da companhia esteve levemente abaixo das estimativas – mas com impacto neutro no mercado de ações -, Juliana Vasconcellos, analista de consumo da Ágora, classificou o desempenho das vendas como positivo.

Divisão não-alimentícia
“Nós ainda estamos preocupados com a performance da divisão não-alimentícia do negócio de alimentos do Grupo Pão de Açúcar, mas após a incorporação da Casas Bahia, este segmento representa uma fatia menor do negócio consolidado”, ressaltaram Albano e Kawassaki.

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Segundo eles, o foco agora estará voltado para a divulgação do resultados do quarto trimestre no final de fevereiro, o qual deverá registrar uma margem preliminar para a Casas Bahia.

Forte base de comparação
Já a analista da Ágora destacou o avanço das vendas no quarto trimestre de 2010, mesmo com a forte base de comparação do ano anterior – alta de 10,6% nas vendas sob o conceito “mesmas lojas” – e a superação do Carrefour Brasil no segmento de supermercados em 1,6 ponto percentual.

Na ponta negativa, Juliana ressaltou a forte competição no setor, que deverá se intensificar após o Walmart e o Carrefour trocarem os gestores locais. “Entretanto, não vemos o aumento da competição como uma ameaça para o Grupo Pão de Açúcar por enquanto, já que a companhia está muito bem posicionada devido à maior escala, à maior integração dos sistemas, na logística e na gestão e à adoção de uma estratégia de expansão acertada no segmento de supermercados”, comentou.

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O desafio fica por conta do segmento de bens duráveis, aponta o relatório, com a integração operacional e a melhoria no capital de giro em foco. Esta última deverá ser alcançada através da otimização das condições de pagamento, sugere Juliana.