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SÃO PAULO – A Cielo (CIEL3) prevê aumento da concorrência no setor de meios de pagamentos em 2014, e mantém como prioridade o crescimento orgânico no mercado brasileiro, disse o presidente da empresa em teleconferência com analistas nesta terça-feira.
“O Santander (SANB11) continua com a mesma política, e está focando em grandes contas; a Rede (ex-Redecard, do Itaú Unibanco (ITUB4)) contratou 300 pessoas para atuar no varejo. Com outras ações e passos que eles estão dando, o cenário ficará mais desafiador”, afirmou Rômulo Dias.
Na última quarta-feira, o executivo dissera a jornalistas que previa uma redução na participação de mercado da companhia no segmento de credenciamento de cartões, onde atualmente detém fatia de 53 por cento.
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Questionado sobre interesse da companhia em expandir a atuação no exterior, o executivo disse que a prioridade é crescer organicamente no Brasil.
Para o quarto trimestre, Dias previu uma retomada nas despesas com marketing, que no terceiro trimestre ficaram abaixo do usual. “Esperamos aumento no quarto trimestre por causa do Natal e das campanhas que a companhia fará”, disse.
Na segunda-feira à noite, a Cielo anunciou que teve lucro líquido 17 maior no terceiro trimestre na comparação anual, impulsionada por maiores volumes de transações, mas que suas margens de lucro se comprimiram.
O executivo afirmou que não prevê aumento das tarifas pagas aos bancos em 2014, e que elas devem crescer no mesmo ritmo que os volumes de transações.
Dias disse ainda que as duas resoluções aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na véspera sobre o setor de meios de pagamento vieram em linha com as expectativa. Segundo ele, uma das vantagens do setor ser regulado pelo Banco Central é a redução das “assimetrias” regulatórias.
Às 12h34, a ação da Cielo caía 2,1 por cento na bolsa paulista. No mesmo instante, o Ibovespa recuava 0,5 por cento.