Cielo precisa de caixa para eventual aquisição, afirma CEO

distribuiu mais de 100% do lucro em proventos. "A suspensão do guidance vai me permitir ser mais competitivo e acho que os investidores vão se dar conta disso'', disse Paulo Caffarelli em entrevista

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(Bloomberg) — A Cielo está reforçando seu caixa de olho na eventual oportunidade de fazer aquisições e no desenvolvimento de novos produtos e serviços, em meio a uma piora da competição na indústria brasileira de cartões, disse o presidente da empresa, Paulo Caffarelli, em entrevista.

Na sexta-feira à noite, a Cielo anunciou que suspenderia a projeção de lucro líquido neste ano, que era de R$ 2,3 bilhões a R$ 2,6 bilhões, sem apresentar nova estimativa. Também estabeleceu que o percentual distribuído de dividendos em 2019 seria de 30% — em 2018, a empresa distribuiu mais de 100% do lucro em proventos.

“A suspensão do guidance vai me permitir ser mais competitivo e acho que os investidores vão se dar conta disso”, disse Caffarelli, acrescentado que não é possível dizer quando o lucro da companhia voltará a crescer. No começo do ano, a expectativa era de expansão de lucros já em 2020.

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Caffarelli não informou quais seriam potenciais alvos de aquisições. Em abril, ele havia dito que a Cielo tinha “total interesse” em participar da concorrência que a Caixa Econômica Federal vai fazer pelo direito de vendas de máquinas de cartão em sua rede de distribuição.

Segundo ele, a empresa não pretende usar os recursos para fazer “amplas ações mercadológicas”, mas vai também se defender em preço “caso a caso” com os clientes.

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