China não é risco, é oportunidade, diz presidente da Vale

Roger Agnelli refuta preocupações de que a receita da Vale dependa demais do gigante asiático, e diz que preços devem seguir estáveis

Publicidade

SÃO PAULO – Alguns analistas de mercado apontam a China como o principal risco para a Vale (VALE3, VALE5). Afinal, a participação do gigante asiático nas receitas da mineradora só vem aumentando, atingindo sozinha 35% da receita operacional da empresa no terceiro trimestre.

Roger Agnelli, contudo, vê a questão de um modo diferente, e coloca a China não como um risco aos negócios, mas uma oportunidade. Reforçando a visão apresentada na última semana em Nova York, Agnelli afirmou que a China é uma realidade, e está dando oportunidade para o mundo crescer.

“Vários países dependem do relacionamento com a China, tanto na América do Sul quanto os EUA e a Europa. A China tem mitigado os efeitos da recessão nos países desenvolvidos”, disse o executivo.

Continua depois da publicidade

“A China tem gente, tem mercado local, tem muito a ser feito, quer crescer e toma decisões rápidas para isso. Acho que a China segue nos trilhos para crescer, puxando vários vagões atrás – inclusive nós”, frisou Agnelli.

Minério de ferro estável
A perspectiva de Agnelli – em boa parte baseada no crescimento esperado para a China – é de que os preços do minério de ferro não sofram grandes alterações nos próximos trimestres.

“Eu acho que o mercado continua forte e com bastante demanda, especialmente por minério de qualidade”, disse, lembrando que todos os mercados oscilam, ligados também ao movimento de moedas como o dólar e o yuan. “Não sei se a variação do primeiro trimestre será positiva ou negativa, mas a tendência é de estabilidade nos preços”.