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CEO da Latam reforça que operação no Brasil não está à venda

Roberto Alvo, que busca evitar uma oferta da rival Azul, disse que a operação brasileira da companhia aérea não está à venda

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(Bloomberg) — O diretor-presidente da Latam Airlines, Roberto Alvo, que busca evitar uma oferta da rival Azul, disse que a operação brasileira da companhia aérea não está à venda.

A Latam, com sede em Santiago, tem como foco sair do processo de recuperação judicial aberto nos Estados Unidos há mais de um ano, e não uma venda fragmentada do negócio, disse Alvo em entrevista na quarta-feira. Na semana passada, a operadora negou informações de que a Azul planeja comprar a subsidiária brasileira da Latam.

Embora Alvo tenha sido enfático ao dizer que “absolutamente não” está vendendo a unidade brasileira para a Azul, a rival aguarda o plano de saída da recuperação judicial da Latam e poderia fazer uma oferta diretamente aos credores latino-americanos da empresa, segundo uma pessoa a par do assunto.

A Azul teria apresentado sem sucesso a ideia de comprar a rede do Brasil a executivos da Latam, de acordo com a pessoa. Segundo a proposta, a Latam, maior companhia aérea da América Latina, poderia focar em outras partes da região e manter o acesso à rede de rotas no Brasil, disse a fonte.

“Não estamos considerando, de nenhuma maneira ou forma, a venda de qualquer um de nossos ativos neste momento”, disse Alvo na quarta-feira. “Consideramos isso mais um sinal de preocupação da Azul, pois entendem que seremos um concorrente muito desafiador” após sair da recuperação judicial, disse.

Um representante da Azul não quis comentar.

A Latam buscou proteção judicial dos credores em Nova York no ano passado, quando a pandemia de Covid-19 paralisou as viagens globais. Desde então, a aérea obteve US$ 2,45 bilhões em novos financiamentos, trabalhou para reestruturar a frota de aviões e recentemente encerrou um acordo de codeshare com a Azul.

A Azul disse em comunicado após o término do codeshare que contratou assessores e está “explorando ativamente as oportunidades de consolidação do setor na região”.

Manter o Brasil em sua rede é parte fundamental da estratégia da Latam no futuro, disse Alvo. O país tem potencial de crescimento “enorme”, e a Latam “será um competidor muito agressivo e eficaz” assim que a demanda por viagens se recuperar, afirmou.

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Mas, primeiro, a Latam precisa sair da recuperação judicial sob o Capítulo 11 da lei de falências dos EUA, um processo muitas vezes complicado que, geralmente, termina com a saída dos acionistas e a entrada de novos proprietários. Investidores mostram otimismo com as perspectivas para a Latam nos últimos meses: os títulos vinculados à empresa agora são negociados a cerca de 95 centavos por dólar em relação a apenas 16 centavos no ano passado.

A Latam espera receber propostas de “financistas de apoio” nas próximas semanas, enquanto elabora seu plano de saída da recuperação judicial, disse Alvo, cuja expectativa é que isso ocorra até o final do ano.

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