Celulose Irani: centrada no consumo doméstico, lucro bruto cresce 83,4%

Companhia reduziu as exportações para um nível estratégico de 10% e projeta um ano de crescimento moderado

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SÃO PAULO – A Celulose Irani (RANI3) fechou o quarto trimestre do ano passado com lucro bruto de R$ 49,8 milhões, 83,4% superior ao mesmo período de 2010. O forte aumento pode ser atribuído à variação do valor justo dos ativos biológicos, disse o diretor superintendente da companhia, Péricles Pereira Druck. 

Os ativos biológicos são as florestas plantadas, tanto para vender como para sustentar o processo de produção de celulose. A variação do valor justo biológico nada mais é do que a variação do valor de mercado das florestas. Segundo o diretor, esses ativos no ano passado sofreram uma grande variação positiva e toda ela foi capturada até o terceiro trimestre de 2010; com isso, os últimos três meses deste ano tiveram uma fraca base de comparação anual. Por essa razão, quando comparado o lucro bruto no acumulado de 2011 com 2010, a variação já cai para 16,5%. 

A receita operacional líquida da companhia no quarto trimestre foi de R$ 125,3 milhões, ou 8,2% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Por sua vez, o Ebitda (geração operacional de caixa) ajustado apresentou alta de 19,9% na comparação do acumulado anual, totalizando R$ 110,5 milhões. 

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Projeções para 2012
Apesar do cenário europeu ser incerto, Druck não vê com grande preocupação as possíveis dificuldades externas. A companhia reduziu suas exportações para o continente de um patamar de 34% para um nível estratégico de 10%, focando no consumo interno. 

Por aqui, embora seja previsto um ano de crescimento moderado, devido a um primeiro semestre que deve se mostrar menos aquecido, o diretor ressalta que “a companhia está preparada para acompanhar o avanço da economia brasileira, ainda colhendo os bons frutos do crescimento no ano anterior”. 

Outro ponto relevante apontado por Druck foi a estimativa de declínio da taxa básica de juro, Selic, que deve estimular o consumo e investimento doméstico, impactando positivamente no setor. Tanto para 2012 como para os próximos anos, o diretor aponta uma perspectiva favorável para os preços e para a demanda de papel e celulose.