CCX derrete 42% após Eike cancelar OPA para fechamento de capital

Após ficar por 32 minutos em leilão antes de iniciarem negociações, papéis da companhia atingiram desvalorização máxima de 41,41% nesta sessão

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SÃO PAULO – As ações da CCX (CCXC3) derretem na bolsa nesta quinta-feira (20) após o empresário Eike Batista, dono do Grupo EBX, anunciar na noite da véspera o cancelamento da OPA (Oferta Publica de Aquisição) para fechamento de capital da companhia. 

Após ficar por 32 minutos paralisadas no leilão de abertura, as ações iniciaram suas negociações às 10h33 (horário de Brasília), quando marcavam queda de 34,38%, sendo cotados a R$ 0,84, e chegaram a atingir desvalorização mínima no dia de 41,41%, a R$ 0,75. Após um minuto, as ações entravam-se novamente em leilão e ficaram paralisadas na bolsa até às 10h53, quando voltaram cotadas a R$ 0,81, representando recuo de 36,72%. Nesta tarde, os papéis recuavam 42,19% às 12h21, sendo cotados a R$ 0,74. 

Em comunicado enviado ao mercado, o megaempresário destacou que “o atual cenário de crescente deterioramento das condições do mercado acionário brasileiro” não representa um bom momento para o fechamento de capital. 

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Com isso, Eike teria que dar uma enorme quantidade de ações das empresas do grupo EBX para garantir o fechamento do capital da companhia. “Reservo-me o direito de reavaliar sua realização mediante a melhora das condições básicas de mercado, o pedido de desistência nos termos descritos acima será devidamente apresentado nesta data à CVM”, avisou o megaempresário. 

O mercado chegou a esperar o cancelamento por conta da queda das ações da companhia nas últimas sessões, que a fizeram acumular perdas de 67,59% no acumulado de junho até a véspera. A suspeita era de insider trading, assim como quando a OPA foi anunciada – com alta de 44,91% no pregão anterior ao anúncio. Na última terça-feira, porém, a OPA da CCX já havia sido remarcada para o dia 31 de julho, após o envio de um prospecto para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Os papéis fecharam a última sessão em baixa de 8,57%, a R$ 1,28. O comunicado foi divulgado na CVM às 18h25, o que fez com que as ações caíssem ainda mais no after-market, quando registraram desvalorização de 1,56%, a R$ 1,26 – máxima desvalorização possível, já que cada papel está limitado a variação de 2% neste período de negociação.