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SÃO PAULO – O Credit Suisse avalia que o setor de concessão está com baixo potencial para retornos. A visão do banco sobre a CCR (CCRO3), contudo, é positiva, devido ao sólido histórico, mesmo sob cenários mais apertados, com concorrência acirrada.
O banco elevou o preço-alvo de R$ 14,55 para R$ 22,00, o que sugere um potencial de valorização de 18,28% para os papéis. A recomendação do banco para as ações é de “neutra”.
A combinação de gestão disciplinada, robustos dividendos e forte crescimento deixam fazem da companhia uma ação atraente para se posicionar no longo prazo.
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“Olhando o histórico financeiro dos últimos sete anos, vemos uma contínua adição de valor na empresa”, escreveu a equipe de análise, em boletim divulgado nesta quarta-feira (28). “A companhia tem adicionado, pelo menos, um projeto em seu portfólio a cada ano.”
Segundo os analistas, desde o IPO (Initial Public Offering) em 2002, o número de projetos da empresa aumentou em cinco concessões (Autoban, Nova Dutra, Rodonorte, Ponte, Via Lagos) para 17, mais três aeroportos, rodovias com pedágio, uma concessão de metrô e uma concessão de barca, e outros dois projetos ligados à infraestrutura, como STP e Controlar.
O banco ressalta ainda que o Ebitda (lucro antes de juro, imposto, depreciação e amortização) da companhia saiu de R$ 1,1 bilhão em 2005 para estimativa de R$ 3,2 bilhões neste ano. Enquanto o lucro líquido passou de R$ 0,5 bilhão para expectativa de R$ 1,1 bilhão para o acumulado de 2012.
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“Dado o perfil de forte geradora de caixa, a alavancagem da companhia é tão baixa, que poderia ser comparada às concessionárias europeias”, salientou a equipe.