CBF acusa 99 de marketing de emboscada após campanha inspirada em Endrick

Confederação notificou empresa por uso comercial de referências ao atacante da seleção e por suposta associação indevida à Copa do Mundo

Marina Verenicz

Futebol - Copa do Mundo FIFA 2026 - Grupo C - Brasil x Haiti - Estádio da Filadélfia, Filadélfia, Pensilvânia, EUA - 19 de junho de 2026. Endrick, do Brasil, comemora um gol que foi posteriormente anulado. REUTERS/Mike Segar
Futebol - Copa do Mundo FIFA 2026 - Grupo C - Brasil x Haiti - Estádio da Filadélfia, Filadélfia, Pensilvânia, EUA - 19 de junho de 2026. Endrick, do Brasil, comemora um gol que foi posteriormente anulado. REUTERS/Mike Segar

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) notificou extrajudicialmente a 99 Tecnologia Ltda. e exigiu a retirada de uma campanha publicitária lançada durante a Copa do Mundo que utilizava referências ao atacante Endrick. As informações são da Folha de S. Paulo.

A entidade sustenta que a ação criou associação comercial indevida com a seleção brasileira e com o torneio sem autorização dos detentores dos direitos.

A controvérsia surgiu após a empresa aproveitar a mobilização de torcedores pela utilização do jogador na partida do Brasil contra o Haiti, disputada na sexta-feira (19).

Com o slogan “O Brasil está pedindo, a 99 vai entregar”, a companhia vinculou promoções de seus serviços de mobilidade e delivery a entregadores e motoristas chamados Endrick, Hendrick, Endrique ou Hendrique.

Pelas regras da ação promocional, consumidores atendidos por profissionais com esses nomes receberiam cupons de R$ 99. A iniciativa ganhou repercussão nas redes sociais em meio aos pedidos pela entrada do atacante em campo.

Na avaliação da CBF, a campanha extrapolou os limites de uma ação comercial comum ao utilizar elementos relacionados a um atleta convocado para a seleção nacional. A entidade argumenta que o uso comercial da imagem e da identidade de jogadores vinculados à equipe brasileira depende de autorização específica.

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Com base na Lei Geral do Esporte, a CBF afirma que a prática se enquadra como marketing de emboscada, modalidade em que empresas buscam associar suas marcas a eventos esportivos sem deter os direitos comerciais correspondentes. Segundo a entidade, a iniciativa também teria potencial para afetar contratos firmados com patrocinadores oficiais.

Após receber a notificação, a 99 retirou do ar os conteúdos relacionados à campanha. Na noite de sexta-feira, as peças promocionais já não estavam mais disponíveis nos perfis oficiais da companhia.