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SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal iniciou processo contra as duas empresas de auditoria que avaliaram o PanAmericano (BPNM4) e que não conseguiram identificar o rombo de R$ 3,8 bilhões no balanço do banco. A informação, divulgada pela agência de notícias Reuters, teria sido dada pelo vice-presidente de finanças da Caixa, Marcio Percival, em coletiva de impensa. Procurada pelo Portal InfoMoney, a assessoria de imprensa da Caixa informou que “está adotando todas as medidas legais cabíveis em relação às empresas que a assessoraram para realização da compra das ações do PanAmericano”.
Segundo a notícia publicada na tarde desta sexta-feira (11), as auditorias que serão alvo de processo são a Delloite e a KPMG. A primeira era responsável pela checagem dos balanços contábeis do Panamericano, enquanto a segunda assessorou a compra de 49% do capital do PanAmericano pela CEF em 2009.
Procurada pela InfoMoney, a assessoria de imprensa da Delloite disse não ter nada a comentar sobre o fato, já que ela não recebeu nenhuma notificação e que também não tem conhecimento nenhum sobre essa intenção da Caixa. A KPMG também disse não ter conhecimento e nem ter sido notificada pelo banco, não tendo nenhum comentário adicional a fazer sobre o caso.
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Ajuda de até R$ 10 bilhões
A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos, confirmou nesta sessão que deverá disponibilizar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões ao PanAmericano, com o intuito de promover liquidez ao ex-banco de Silvio Santos. Segundo Maria Fernanda, esse aporte será feito de diversas maneiras, entre elas por meio de compra de carteiras.
“A Caixa tem o compromisso de dar suporte para o PanAmericano executar muito bem as atividades”, disse a presidente da Caixa.
Resultado do Panamericano deve sair até terça-feira
No dia 3 de fevereiro, quando informou que recebeu um aporte adicional de R$ 1,3 bilhão do Grupo Silvio Santos, o PanAmericano também disse que as investigações sobre a fraude cessarão até o dia 15 de fevereiro, data limite estipulada pelo banco para a entrega dos resultados referentes ao terceiro trimestre, que encontram-se em atraso perante a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A divulgação estava prevista para 31 de janeiro, mas alguns imprevistos levaram a administração do banco a alterar a previsão estimada.