E pode chegar a R$ 40

BTG, que se desfez de toda posição ontem, vê ação da Equatorial a R$ 38,00

Sócios do banco teriam se desfeito ontem de toda a posição que possuía na companhia, juntamente com os da Vinci Partners, em uma operação que girou R$ 700 milhões na Bovespa

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SÃO PAULO – A corretora do BTG Pactual elevou nesta quinta-feira (21) o preço-alvo das ações da Equatorial (EQTL3), de R$ 34,00 para R$ 38,00, com recomendação de compra. Uma revisão feita na avaliação da empresa após proposta de reajuste nas tarifas da Celpa, que atende consumidores do Estado do Pará e faz parte do grupo Equatorial. Uma curiosidade, no entanto, é que essa revisão foi feita um dia após sócios do BTG Pactual e Vinci Partners se desfazerem de sua posição na empresa.

A operação foi realizada ontem, por meio de um leilão na Bovespa, que girou R$ 700 milhões, a preço de R$ 33,91 por ação – bem inferior ao preço sugerido agora pela corretora do BTG para o papel. Com a venda, o fundo zerou sua posição na empresa, que possuía cerca de 22% no fim de 2014, disse uma fonte a par do assunto à Reuters na quarta-feira. 

Em relatório de hoje, a equipe de analistas da corretora do BTG, chefiada por Antônio Junqueira, comenta que a revisão foi feita para incorporar aos números a proposta do regulador para reajuste da Celpa para o 4° ciclo de revisão tarifária (embora ainda preliminar). Na semana passada, a Aneel sugeriu aumento de 7,53% nas tarifas da elétrica a partir de 7 de agosto. A proposta da Aneel ficará aberta em audiência pública de 14 de maio até 12 de junho. 

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Os analistas consideram basicamente a nova curva na perda de energia (que começa pior que o esperado, mas melhora ao longo do tempo), novo Opex (custo operacional), monetização de obrigações especiais e maior expectativa da RAB, ou base de ativos regulatórios, que subiu de R$ 2,7 bilhões para R$ 3,2 bilhões, ainda abaixo do proposto que ficou em R$ 3,5 bilhões. O novo preço-alvo incorpora ainda a ‘parcela B’ da revisão tarifária, que considera os custos gerenciáveis dos contratos de concessão, de R$ 1,318 bilhões, contra R$ 1,366 bilhões propostos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)

Eles dizem, no entanto, que se os números forem realmente aprovados, o preço-alvo das ações da companhia pode ser revisado novamente e chegar a R$ 40,00. Ontem, as ações fecharam com alta de 2,26%, a R$ 33,90. 

BTG vende ações da Equatorial 

Ontem, os sócios do BTG Pactual se desfizeram de sua posição na companhia, informou a Reuters. O que sabe-se de oficial até agora é que o banco intermediou na véspera uma operação para venda de 7,8 milhões de ações da companhia, ou 3,93% das ações ordinárias da companhia, por meio de um leilão que ocorreu na BM&FBovespa. No comunicado da Bolsa, no entanto, o banco informa que desconhecia qualquer informação relevante da empresa que não fosse de domínio público e que o acionista não era controlador e nem integrante do bloco de controle. Mas, ao que parece, segundo notícia da Reuters após a operação, é que a venda foi realizada por sócios do próprio BTG.

Segundo fontes, a venda foi feita pelo sócios do BTG e da Vinci Partners. O mesmo fundo que abriga os sócios já havia vendido R$ 500 milhões da Equatorial numa operação similar de “block trade” em fevereiro. 

A Equatorial Energia é uma holding com negócios em distribuição de eletricidade no Maranhão (Cemar) e Celpa (Pará); geração, por meio da Termoelétrica Geramar (MA); comercialização e serviços.

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