BTG Pactual questiona aumento de preços da Usiminas

Aumento de preço vai contra a tentativa do governo para controlar a inflação; analistas avaliam se empresa terá sucesso em aumentar preço em outras usinas

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SÃO PAULO – Os planos da Usiminas para aumentar alguns de seus preços entre 6 e 12 por cento podem ser atingidos por rivais locais e pelo apoio que a valorização do real terá sobre as importações de aço, afirmaram analistas do BTG Pactual em relatório.

Os aumentos de preços, que serão aplicados na distribuição –que representa 30 por cento das vendas da companhia no Brasil– também podem ir contra os esforços do governo de controlar a inflação, disseram analistas do BTG Pactual liderados por Edmo Chagas.

“Estamos conduzindo checagens para ver se outras usinas estão seguindo a iniciativa de preços. Se não seguirem, acreditamos que haverá menos chance de que a Usiminas tenha sucesso (no reajuste)”, disse Chagas no relatório.

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Os aumentos de preços podem adicionar cerca de 127 milhões de reais ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia este ano, se forem totalmente implementados, estimaram os analistas.