BTG mantém call de compra para Klabin e aposta em retomada no 2º semestre

"Acreditamos que a ação deve ganhar impulso das melhorias de lucratividade e dos esforços para reduzir custos", dizem analistas

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SÃO PAULO – O BTG Pactual reiterou nesta segunda-feira (20) sua recomendação de compra para as ações da Klabin (KLBN4), apostando em uma retomada no segundo semestre deste ano. O banco também revisou suas estimativas de resultados para a produtora de papel, mantendo, porém, o preço-alvo de R$ 7,00 para o final deste ano, o que configura um potencial de valorização de 22,39% em relação ao último fechamento.

“Nós esperamos que este segundo trimestre seja marcado por um baixo nível de lucratividade, refletindo a persistência dos problemas na fábrica de Monte Alegre (onde as paralisações demoraram mais que o previsto e os custos foram maiores do que o esperado)”, destacaram os analistas Edmo Chagas, Antonio Heluany e Humberto Meireles.

“Olhando para frente, na segunda metade do ano, nós acreditamos que a ação deve ganhar impulso das melhorias de lucratividade e dos esforços da companhia para reduzir os custos”, completaram.

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Novas premissas
De acordo com a equipe do BTG, os resultados da Klabin no segundo trimestre deste ano deverão refletir um período desafiador para a companhia, não apenas pela paralisação da fábrica de Monte Alegre, como também por conta de um ligeiro declínio nos preços médios de venda de papel, em decorrência da apreciação do real.

Assim, os analistas estimam que a companhia feche o 2T11 com uma receita líquida de R$ 875 milhões, queda de 3% em relação aos R$ 905 milhões auferidos no mesmo período do ano passado. Além disso, a equipe do BTG prevê uma queda de 22% no Ebitda (geração operacional de caixa) ajustado da empresa na variação anual, totalizando R$ 183 milhões.

Perspectivas
Contudo, os analistas do BTG esperam que a empresa tenha um momentum de ganhos na segunda metade deste ano, o que deverá refletir uma melhora nos lucros. Isso porque, segundo eles, os fundamentos da companhia seguem fortes, como a normalização dos custos, volumes sazonalmente mais fortes e margens maiores em decorrência de um melhor mix. Além disso, os analistas veem um potencial de alta nos preços praticados pela empresa, refletindo a forte demanda doméstica.

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“Nós esperamos que a Klabin reduza o volume de exportações e se foque mais no cenário interno na segunda metade deste ano, no qual as taxas de crescimento continuarão sendo atrativas e as margens estão melhores”, disseram os analistas. “Nós também acreditamos que a Klabin possa ser mais agressiva em relação aos preços”, completaram.