BTG diz que Vale pode sofrer correção e alerta para suspensão de dividendos em 2016

Analistas veem correção dos papéis da mineradora no curto prazo em meio ao cenário adverso para o setor; minério de ferro pode cair para US$ 50 a tonelada nos próximos 2 anos

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SÃO PAULO – O BTG Pactual vê alta a probabilidade da Vale (VALE3; VALE5) suspender o pagamento de dividendos em 2016 em meio ao cenário adverso. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (25), os analistas ressaltaram que ainda parece haver riscos negativos adicionais à trajetória das ações da mineradora no curto prazo, com o minério de ferro rondando baixas inimagináveis. 

“Enquanto a Vale continua bem administrada e 2017 e 2018 parecem melhores, nós sentimos que a indústria pode sofrer até lá”, disseram os analistas Leonardo Corrêa e Caio Ribeiro, que assinam o relatório do BTG. Diante disso, eles destacaram que veem alta a probabilidade da Vale suspender o pagamento dos dividendos no ano que vem como resultado da condição adversa do mercado. A projeção do banco para esse ano para o preço do minério de ferro é de US$ 62 a US$ 65 a tonelada, mas pode ir para próximo a US$ 50 nos próximos dois anos. 

“No ano passado, nós analisamos o valuation da Vale por diversos ângulos, e a conclusão foi que havia mais downside (potencial de queda) das ações. Poderíamos interpretar que os investidores foram muito otimistas com o médio prazo para a expectativa para o preço do minério ferro. Com projeções para o minério em US$ 50 a tonelada ou abaixo disso, acreditamos que seja a hora de reexaminar o valuation”, comentaram os analitas. Para eles, há riscos negativos adicionais às ações da empresa em meio às preocupações sobre a demanda chinesa para a commodity. Os analistas esperam por uma correção do papel no curto prazo.