BTG dá compra em Klabin e a elege como sua “top pick”, após admitir que “errou o timing” com a ação

O banco elevou a recomendação do ativo de neutro para compra, vendo potencial de alta de até 28%

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SÃO PAULO – Após “errar a mão” ao revisar para baixo o papel, no começo de 2015, e ver a ação subir mais 20% na Bolsa até o fim daquele ano, batendo na casa dos R$ 24,50, o BTG Pactual retomou ao case da Klabin (KLBN11) agora, depois de ver o papel cair 30% esse ano. O banco elevou a recomendação do ativo de neutro para compra, acreditando que – no patamar atual – a ação está com um risco/retorno muito mais atrativo (potencial de queda de 10%, contra alta de até 28%).

Citando a música “Smooth Operator” (sutil conquistador, na tradução livre), de Sade, os analistas Leonardo Correa e Caio Ribeiro, do BTG, iniciam o relatório sobre Klabin desta terça-feira. Após essa forte correção vista neste início de ano, eles veem o mercado atribuindo um valor muito baixo para o projeto Puma (avaliando somente o negócio de papel em R$ 15,00 por ação). “Enquanto vemos alguns motivos para reprecificação do valuation do projeto, seguimos acreditando que o risco/retorno hoje é muito mais atrativo”, disseram. 

Do lado de fundamento, eles comentam que a aceitação dos produtos da companhia está superando as expectativas, os recentes aumentos de preços emplacaram, a demanda doméstica por papel parece ter estabilizada em uma base fraca (mas flexibilidade operacional está mantida e exportações seguem rentáveis) e os estudos de uma potencial máquina de papel deve ser aprovada no segundo semestre deste ano (o que poderia acrescentar R$1 a R$ 2 por ação).

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Eles, no entanto, reconhecem que a ação não está barata, se olharem para as projeções de 2017, mas estão confortáveis com o fluxo de caixa descontado, vendo um potencial de alta da ação de 28%. Para eles, há chances da Klabin dobrar o EBITDA nos próximos 2 anos com entrada de Puma e isso claramente não parece estar na conta.