Braskem é alvo de processo nos EUA que envolve Petrobras: ações desabam quase 5%

Sobre o processo, a petroquímica disse que não comentará assunto porque não foi notificada

(Divulgação/Braskem)
(Divulgação/Braskem)

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SÃO PAULO – Um acionista da Braskem (BRKM5) entrou com processo nesta quarta-feira (1) no tribunal de Manhattan, Estados Unidos, contra a companhia por um suposto esquema de propina. O processo liga a empresa por envolvimento na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras (PETR3; PETR4).

As ações das duas companhia intensificaram as perdas após a notícia, que começou a circular no mercado por volta das 14h50 (horário de Brasília). Os papéis da Braskem afundaram 4,70%, a R$ 12,98. Já as ações ordinárias da Petrobras recuaram 3,64%, a R$ 13,52, enquanto as preferenciais caíram 4,17%, a R$ 12,18. Com a queda, as duas companhias perderam R$ 7,12 bilhões em valor de mercado. 

Em resposta à Bloomberg por email, a Braskem disse que não comentará assunto porque não foi notificada. 

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Segundo texto do processo, a Braskem teria registrado comunicados e documentos “falsos e enganosos” na SEC (Securities and Exchange Commission), durante esse período, posteriormente sendo envolvida na Operação Lava Jato, ao ser citada nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousef.

Nos documentos, o acionista americano da Braskem Douglas Peters diz que a Braskem pagou pelo menos US$ 5 milhões por ano para a Petrobras entre 2006 e 2012 para comprar matéria-prima mais barata. “Os controles internos da Braskem foram grosseiramente ineficazes”, mostram os documentos.

Peters alega fraude ligada ao declínio dos ADRs (American Depositary Receipts) da Braskem por conta de lavagem de dinheiro, crime apurado na Operação Lava Jato. A estatal fornece cerca de 70% das necessidade de nafta da Braskem. Desde que as denúncias chegaram a público, os ADRs da companhia tiveram queda de mais de 20%, segundo o processo.

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Os executivos Bernardo Afonso de Almeida Gradin (presidente da Braskem entre 2008 e 2010), Carlos Fadigas (atual presidente da petroquímica), Marcela Drehmer Andrade (ex-diretora Financeira da Braskem e atual diretora Financeira da Odebrecht) e Mário Augusto da Silva (atual diretor Financeiro da petroquímica) são citados como réus no processo.

O processo aponta que funcionários da Braskem fizeram falsas e enganosas declarações à SEC sobre os controles internos da empresa. 

Veja como reagiram esses papéis à notícia neste pregão em gráficos de 5 minutos:

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