Petróleo

Brasil terá desafios para vender áreas de petróleo após queda nos preços, diz ANP

A indústria petrolífera brasileira tem sofrido com os níveis de produção erráticos, regulação difícil e um grande escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras

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LONDRES – Os preços do petróleo mais baixos apresentam um grande desafio para os planos brasileiros de vender dezenas de campos de petróleo e gás, afirmou nesta terça-feira a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, ao explicar durante roadshow que o país foi forçado a “ajustar todos os cálculos” da licitação, prevista para o final do ano.

A indústria petrolífera brasileira tem sofrido com os níveis de produção erráticos, regulação difícil e um grande escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras (PETR3;PETR4).

A rodada de licitação, prevista para 7 de outubro, oferecerá 269 blocos em 22 setores de 10 bacias sedimentares. Mas as autoridades brasileiras, que buscam duplicar a produção e as exportações de petróleo nacional até 2025, reconheceram que o leilão pode não ir tão bem quanto haviam previsto há um ano.

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“As empresas estão nos dizendo que elas estão conservadores por causa do nível atual dos preços do petróleo… De agosto a fevereiro, os preços do petróleo caíram de 110 dólares por barril para 48 dólares. E essa é a diferença real para toda a indústria do petróleo”, disse Chambriard a jornalistas, após a apresentação da 13ª Rodada de Licitações, em Londres.

“Isso foi algo que nos fez ajustar todos os cálculos relativos a esta rodada de licitações que estavam prontos em 2014.”

Ela não especificou o que a agência foi forçada a ajustar.

Em 2013, a ANP realizou três leilões em um único ano, incluindo a concorrência que ofertou o prospecto gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, que foi arrematado por um consórcio liderado pela Petrobras com a francesa Total, a anglo-holandesa Shell e duas companhias estatais de petróleo chinesas.

“É claro, fazendo uma rodada de licitação (agora), você não pode esperar o mesmo tipo de resultados.”

A 13ª Rodada será realizada sob regime de concessão e não irá incluir áreas do pré-sal, que segundo as leis atuais apenas podem ser ofertadas sob regime de partilha de produção.

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Chambriard disse que um leilão específico de áreas do pré-sal pode ser realizado no próximo ano ou no início de 2017.

Anunciadas em 2007, as descobertas do pré-sal estão entre as maiores do mundo em décadas. As estimativas variam de 30 bilhões a 100 bilhões de barris de petróleo e gás nessa nova fronteira, o suficiente para suprir todas as necessidades do mundo de um a três anos.