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SÃO PAULO – Apesar das ações da Mills (MILS3) terem registrado uma baixa bem acima do Ibovespa nos últimos 30 dias, com queda em torno de 11%, os analistas do Bank of America Merrill Lynch seguem recomendando compra para os ativos. De acordo com Sara Delfim, Murilo Freiberger e Roberto Otero, os ativos da companhia seguem bastante atrativos e enxergam a queda recente como uma boa oportunidade de entrada.
O preço-alvo projetado pelos analistas do banco para os papéis no final de 2012 é de R$ 37,00, o que configura um potencial de valorização de 17,09% frente ao fechamento da última terça-feira.
“A Mills continua sendo um caso de investimentos bastante atraente se comparado a seus pares indiretos na América Latina, oferecendo a exposição ao setor de infraestrutura no Brasil sem nenhum risco de regulamentação direto”, afirmam os analistas.
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O otimismo do BofA parece ter contaminado o mercado no último pregão, já que as ações da Mills terminaram o dia com forte alta de 4,64%, cotadas a R$ 31,60. Além disso, os ativos MILS3 tiveram um volume financeiro bastante acima da média no pregão em questão, chegando a R$ 40,28 milhões – o giro médio dos últimos 21 pregões era de R$ 10 milhões.
Fundamentos seguem intactos
O banco norte-americano destaca que, apesar dos fundamentos intactos, o fraco desempenho no mês se atribui aos resultados do quarto trimestre, que não apresentaram nenhum catalisador positivo para o papel.
Além disso, esteve o anúncio feito pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de que irá suspender os pagamentos após a decisão desfavorável ao estado na questão dos royalties de petróleo, indicando atrasos para as construções para a Copa do Mundo e Olimpíadas.
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Entretanto, os analistas apontam que, apesar dessa decisão ser ruim, ela tem impactos limitados sobre a companhia. Isto porque a empresa não é contratada direta do governo. Além disso, as obras públicas no estado respondem por apenas 5% das receitas de construção pesada no quarto trimestre ou 1% das vendas consolidadas.
Assim, mesmo se a situação demorar mais tempo para ser normalizada, é improvável que haja um efeito cascata que pressione a Mills, avaliam Sara, Freiberger e Otero.
Já em relação aos resultados fracos no quarto trimestre, os analistas apontam que as perspectivas são positivas, com as margens devendo melhorar já no primeiro trimestre deste ano. Combinado a isso, está a divisão de serviços industriais, que também deve apresentar melhora.