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SÃO PAULO – O Bank of America Merrill Lynch reiterou sua recomendação de compra para os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale (VALE3, VALE5), destrinchando novas perspectivas para o mercado de minério de ferro.
A instituição divulgou que o preço-base do minério de ferro da Vale não deve sofrer alterações no terceiro trimestre deste ano, já que teve apenas uma queda de 1,5% no período entre março e maio, o que sugere que os resultados do 3T11 devem ser ainda melhores que os do 2T11, contando com o aumento sazonal do volume negociado.
O insumo vem caindo em linha com as outras commodities. Os analistas Felipe Hirai, Thiago Lofiego e Karel Luketic acreditam que a relação oferta/demanda deve manter-se apertada, já que o crescimento da oferta não deve suprir a procura.
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Exportação
A exportação de minério de ferro vem se recuperando após um fraco primeiro trimestre e obteve um acréscimo de 6,6% em maio na comparação mensal. Desde o começo do ano, esse aumento é de 4,5%.
O preço médio do minério exportado, de US$ 136,50 por tonelada métrica, ficou 7,6% acima do registrado em abril. O BofA acredita que esse valor deve chegar até US$155/tm no 2T11, já que os preços no comércio exterior têm ficado consistentemente abaixo dos realizados pela companhia brasileira.
“A Vale ainda continua como nossa top pick no setor de mineração e aço na América Latina, uma vez que a ação combina um valuation atrativo, crescimento e dividendos”, disseram os analistas.