BofA ML vê exagero em queda da CCR e reforça recomendação de compra

Banco destaca posição da empresa como preferida entre as demais do setor, devido ao seu histórico rentável e momentum de ganhos

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SÃO PAULO – “Não vemos razão para a reação exagerada com a CCR”. A afirmação é de Sara Delfim, analista do Bank of America Merrill Lynch, que reiterou sua recomendação de compra para as ações da CCR (CCRO3) com um preço-alvo projetado para o final do ano em R$ 45,00.

A queda de 7,6% no mês não desanimou Sara, que explicou que há dois principais motivos para a baixa: a venda da participação de alguns investidores europeus na empresa, e a inflação em níveis mais baixos e a desaceleração do tráfego – expectativas essas que, por sua vez, trouxeram dois cortes de recomendação aos papéis recentemente. 

Tráfego em desaceleração
De acordo com a ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) o fluxo de tráfego nas principais rodovias brasileiras sob concessão registrou um crescimento de 6% no último mês quando comparado com o primeiro trimestre de 2010.

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Segundo o Bofa ML, a desaceleração do crescimento já era prevista pelo mercado, devido a uma base comparativa mais elevada, menor crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e implicações do agronegócio. “Os números não deveriam ter um impacto negativo, já que a desaceleração era esperada, mas a fraqueza do agronegócio no sudeste teve um efeito adicional”, escreve a analista.

“Como o mercado já vê uma tendência de queda para inflação e tráfego, não há muito espaço para uma revisão para baixo dos lucros da CCR para 2011 e 2012”, completa Sara. 

CCR é destaque entre empresas do setor
Segundo o Bofa ML, as ações da CCR são as preferidas dentre os papéis das demais empresas que compõem o setor de transportes, em função da sua histórica adição de projetos rentáveis em seu portfólio, além do momentum de ganhos neste ano com recuperação de margens provenientes das linhas de metrô, o impulso do Anel Rodoviário e a consolidação da SPVias. 

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Segundo a analista, o Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia deve crescer 35% em 2011 e 21% em 2012, enquanto o lucro por ação deve avançar 40% e 43% neste e no próximo ano, respectivamente. 

“A CCR tem um perfil defensivo em elação à inflação, mas não é um call apenas de inflação – oferece crescimento e, mais importante, risco limitado em relação a expectativas de crescimento”, diz Sara.