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SÃO PAULO – O Bank of America Merrill Lynch elevou a recomendação para as ações da EDP Energias do Brasil (ENBR3) de underperform (abaixo da média do mercado) para compra, com o preço-alvo de R$ 46,00 para os próximos 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 18,55% frente ao último fechamento.
Segundo os analistas Felipe Leal, Diego Moreno e Ariel Simis, entre os fatores preponderantes para esse upgrade está uma perspectiva mais favorável para a próxima revisão tarifária com a melhora da proposta de regulamentação do WACC de 7,15% para 7,75% no 3° ciclo, de 2011 a 2013, e de 6% para 6,5% para o 4° ciclo, de 2015 a 2016, além da incorporação hidrelétrica de Santo Antônio do Jarí, programada para iniciar suas operações em 2015.
Aumento da exposição em geração de energia
A permuta de ações com Enersul e Lajeado em 2008 reforçou ainda mais a sua exposição ao setor de geração de energia, a qual representa 43% das estimativas de Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2011, segundo o banco.
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Neste cenário, o BofA acredita que a geração deve continuar a ganhar relevância e aumentar sua participação nos resultados nos próximos anos (58% do Ebtida estimado para 2012 e 64% em 2015), com o início das operações da usina movida a carvão Pecém I em 2012 (360MW), da hidrelétrica de Santo Antônio do Jarí em 2015 (373MW), além do impacto negativo por conta das revisões tarifárias periódicas da Bandeirante, prevista para dezembro deste ano e da Escelsa, em agosto de 2013.
Recuperação e aumento de liquidez
Após os acionistas controladores da EDP venderem 14% do capital total da companhia em 7 de julho, ao preço de R$ 37 por ação, a equipe de análise do BofA espera que as ações da companhia recuperem-se da queda de cerca de 5% depois do anúncio da oferta secundária, em 13 de maio e afirmam que o aumento de 40% de free float deve aumentar sua liquidez.
“Nós consideramos que os resultados recentes e as fortes perspectivas de fluxo de caixa, principalmente com o crescimento da capacidade de geração, devem permitir o financiamento dos projetos de expansão da EDB ou devolver o dinheiro aos acionistas através do pagamento de dividendos mais elevados, com um payout de, no mínimo, 50%”, afirmam os analistas do BofA.