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SÃO PAULO – Após encontro com os executivos da Randon (RAPT4), o Bank of America Merrill Lynch se mostrou com uma expectativa ligeiramente mais positiva para a companhia e para o setor de autopeças em geral. Entretanto, avalia o banco, a competição no setor deve continuar acirrada.
Dentre os motivos para uma guinada mais positiva, estão os pacotes de incentivos do governo para o setor de automóveis – com expectativas de que tragam uma maior demanda por vagões no País -, uma produção agrícola mais forte e uma melhora na distribuição dos combustíveis devem criar um melhor momentum para a companhia a partir do quarto trimestre, de acordo com a diretoria da Randon.
Além destes, os executivos ressaltam positivamente a resolução das questões operacionais para a implantação do Euro-V (lei para a motorização de veículos comerciais), assim como observou um aumento no volume de trailers em julho e agosto.
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Competição acirrada
Apesar do cenário indicar melhoria para a Randon, o BofA pondera. “Devemos recordar que os estoques de caminhões de alto nível e baixa rentabilidade no segmento de implementos devem continuar a estar no radar dos investidores”, afirma a equipe de analistas formada por Sara Delfim, Murilo Freiberger e Roberto Otero.
Assim, os analistas seguem com a recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para os papéis da companhia, com preço-alvo de R$ 10,00 por ação RAPT4. Esse target corresponde a um downside de 3,38% em relação ao fechamento de quarta-feira (29).
A companhia afirmou aos executivos que a dinâmica competitiva do setor de trailers tem mudado muito ao longo dos últimos cinco anos, com os players menores e regionais ganhando uma boa parcela do mercado. Com isso, no primeiro semestre, a empresa teve uma luta bem agressiva para garantir participação de mercado o que, combinado com uma estrutura de custos bastante inflacionada, gerou uma margem de rentabilidade baixa.
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Para os analistas, com a melhora gradual dos volumes de venda, deve-se observar uma reformulação nas margens. Entretanto, o ambiente para os preços continua desafiador e pode limitar a expansão da margem, afirmam. Desse modo, os riscos para a companhia são uma possível desaceleração da produção industrial, maior competição e uma possível alta nos custos de produção.