Com guerra comercial

Boeing estima gastos de US$ 2,9 tri da China com novos aviões

A estimativa, divulgada na terça-feira com o cenário anual da Boeing para o mercado de aviação comercial chinês, é 7% superior à previsão do ano passado

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(Bloomberg) — A China precisará gastar US$ 2,9 trilhões em novas aeronaves e serviços terrestres nas próximas duas décadas, segundo a Boeing, que continua apostando na segunda maior economia do mundo mesmo com a disputa comercial do país asiático com os EUA.

A estimativa, divulgada na terça-feira com o cenário anual da Boeing para o mercado de aviação comercial chinês, é 7% superior à previsão do ano passado.

O crescimento será impulsionado por uma expansão da classe média e melhorias em infraestrutura, resultando na necessidade de 8.090 novos aviões ao longo de 20 anos, no valor de quase US$ 1,3 trilhão, disse a Boeing. As companhias aéreas chinesas precisarão gastar outros US$ 1,6 trilhão em serviços como operações e manutenção de carga, disse o documento.

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As projeções mostram a importância do país asiático para a Boeing diante dos desafios da companhia, incluindo a suspensão dos voos com a frota do 737 Max, uma economia global em desaceleração e o risco de perda de participação de mercado para a concorrente Airbus devido à guerra comercial. A China respondeu por quase 14% da receita total da Boeing no ano passado, seu segundo maior mercado depois dos EUA, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A Boeing disse que a China precisará de 5.960 novos aviões de corredor único, ou 74% das novas entregas nos próximos 20 anos, enquanto sua frota de aviões de fuselagem larga triplicará com a demanda por 1.780 novos aviões.

A China compra 15% das aeronaves comerciais do mundo, número que deve aumentar para 18% até 2038, segundo a Boeing. A empresa disse que o país está a caminho de se tornar o maior mercado de aviação do mundo na próxima década.

A China foi o primeiro país a suspender os voos com o 737 Max depois do acidente com o modelo na Etiópia em março, abrindo caminho para a série A320 da Airbus e para o jato chinês de corpo estreito, que atualmente realiza voos de teste. A estatal chinesa Commercial Aircraft, conhecida como Comac, diz que tem mais de 850 pedidos para seu jato C919 de companhias aéreas e empresas de leasing.

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