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SÃO PAULO – Uma das situações mais delicadas dentro da Bovespa é vivida pela HRT Petróleo (HRTP3), empresa que tenta sair do limbo em meio a uma grave crise de confiança do mercado após suas principais apostas não vingarem. Nesta segunda-feira (4), a companhia informou seus investidores que suas ações passaram a ser negocidas de forma grupada em razão de dez para uma, notícia que deve ditar os rumos dos papéis da HRT na Bolsa durante os próximos pregões.
Para entender quais são as implicações da decisão, o glossário InfoMoney explica o que é um grupamento: trata-se da redução da quantidade de ações representativas do capital de uma empresa que não implica em qualquer mudança na participação patrimonial dos acionistas ou no valor de mercado agregado da empresa na ocasião do grupamento. Desta forma, a redução na quantidade de ações é compensada pelo aumento no valor por ação, não afetando o valor de mercado de empresa ou a participação de cada acionista.
Em caso de ações que se encontram a um preço muito baixo, os grupamentos acabam sendo vistos como medidas que ampliam sua liquidez mesmo com um número menor em circulação no mercado. Isso ocorre porque papéis muito baratos tendem a apresentar uma volatilidade demasiadamente expressiva – efeito que pode ser mitigado com a redução nos papéis representativos da companhia. A menor volatilidade pode ser capaz de tornar as ações HRTP3 mais atraentes para serem negociados no mercado.
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No entanto, o fator mais preocupante de todo esse processo é que, com a valorização dos papéis resultante do grupamento, aumenta o espaço para as ações da HRT caírem – da mesma forma que as chances de recuperação também crescem. No entanto, a probabilidade do primeiro cenário se confirmar em detrimento ao segundo tende a ser maior, uma vez que o momento ainda parece ser de desconfiança do mercado apesar dos papéis HRTP3 acumularem alta de 59,34%, levando em consideração o fechamento da última segunda-feira.
Após o banho de água fria que a HRT deu em seus investidores com suas projeções não confirmadas sobre empreendimentos na Namíbia e na Amazônia, seria mais fácil imaginar que o investidor está mais cauteloso com relação aos próximos resultados da petrolífera. Vale lembrar que, apesar da recente recuperação, os papéis da companhia ainda acumulam perdas de 14,20% no acumulado dos 12 meses, ao passo que o Ibovespa registra ganhos de 16,80% no mesmo período.