BM&FBovespa cai pelo 2° dia com temor de “efeito duplo” no resultado

Analistas do Credit Suisse esperam por um fraco volume de negociações no quarto trimestre, o que deve pressionar a receita e Ebitda da Bolsa

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SÃO PAULO – O resultado do quarto trimestre vem assustando as ações da BM&FBovespa (BVMF3) nos últimos pregões. Com expectativa fraca para os números, que devem mostrar queda no volume de negociações na Bolsa, suas ações recuam pelo segundo pregão consecutivo. Às 10h55 (horário de Brasília), os papéis BVMF3 caíam 1,39%, sendo cotados a R$ 9,24.

A Bolsa divulga seu balanço após o fechamento do pregão desta quinta-feira. Os analistas Victor Schabbel, Marcelo Telles e Alonso Garcia, do Credit Suisse, esperam por um fraco volume de negociações no quarto trimestre, o que deve pressionar a receita da BM&FBovespa.

Na mesma linha, o analista Francisco Kops, do Safra, vê com pessimismo os números da empresa, ressaltando volume fraco no período e aumento do uso de high frenquency, o que diminui a margem da BM&FBovespa. “Devemos ver um efeito duplo em seu resultado: aumento do high frenquency e queda no volume. O high frequency é o que menos paga corretagem, depois do investidor pessoa física e institucional”, comentou. 

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A projeção é de queda de 4,1% na receita líquida na comparação quarto trimestre de 2013 contra 2012, indo para R$ 479 milhões, seguida pelo pior desempenho da divisão Bovespa (queda de 7% na mesma base de comparação). Isso deve derrubar também a margem Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização/Receita Líquida), que deve cair 6 pontos percentuais no período, para 65,7%. Para o lucro líquido, é esperado uma queda de 12,1% no trimestre, para R$ 191 milhões entre os meses de outubro e dezembro de 2013. 

Dias melhores pela frente?
Apesar desse cenário ruim no curto prazo, a empresa vive com gargalos, dilemas, ambiente regulatório nebuloso e uma promessa de que dias melhores virão. Fazendo uma analogia com o Brasil, os analistas apontaram que ambos têm problemas e perspectivas semelhantes, a diferença é que os problemas da BM&FBovespa parecem ser mais simples de resolver, e nos níveis atuais pode ser uma boa aposta de outperformance (desempenho superar a média do mercado). Isso para quem tiver paciência para enfrentar a volatilidade do curto prazo, ponderaram. O preço-alvo da ação, no entanto, foi ajustado de R$ 15,00 para R$ 12,50, o que corresponde a um potencial de valorização de 33,40% em relação ao fechamento da véspera. 

Segundo eles, tem muito a ser feito nos principais mercados da BM&FBovespa (equities e derivativos), além de ganhos em áreas menos exploradas (aluguel, opções e etc).