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SÃO PAULO – A CSN (CSNA3) anunciou na última terça-feira (15) seu segundo programa de recompra de ações, com aquisição de até 10% dos papéis em até um mês – normalmente os programas de recompra duram um ano. No mês passado a companhia anunciou um programa semelhante, levando seus papéis a dispararem 11% em apenas um dia. Porém, a alta foi praticamente anulada, e até o anúncio do segundo programa os papéis recuaram quase 7%.
Além de questionar esse “pouco” efeito da recompra nas ações, a equipe do Brasil Plural ainda se pergunta como a companhia pôde anunciar um programa como esse diante de um case de investimentos arriscado e do atual risco binário por qual ela passa. Eles ainda destacam que o primeiro programa terminou praticamente sem ser executado, ou seja, a siderúrgica anunciou, mas não recomprou ações.
A companhia não informou qual foi o resultado das recompras feitas em março, mas tanto no comunicado de 13 de março (1º programa) quando no do dia 15 de abril (2º programa), a CSN afirmou que possui 702.056.615 de ações em circulação, ou seja, não houve alteração entre as duas divulgações.
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Um programa de recompra de ações serve como uma sinalização da companhia para o mercado de que seus papéis estariam desvalorizados, tentando fazer com que os investidores entrem no papel e levem os ativos para alta. Porém, os riscos apontados por analistas para a companhia ainda preocupa o mercado, que mesmo diante do programa de recompra de ações ainda não se animou em comprar as ações da companhia.
Vale destacar que além do case arriscado da companhia, há duas semanas um novo fator trouxe ainda mais temores para a siderúrgica. No dia 9 de abril, a Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu que a CSN deverá se desfazer de parte de sua participação na Usiminas (USIM5), que atualmente é de cerca de 15%. Sem detalhes sobre como a operação deve ser feita, os riscos da CSN perder dinheiro são bastante altos, já que o preço dos papéis da Usiminas hoje são bem menores que quando a empresa adquiriu. Caso a companhia tenha que ir a mercado vender suas ações, as perdas podem chegar a casa de R$ 1 bilhão.
Segundo os analistas da XP Investimentos, a notícia é negativa para a CSN na medida em que ela vê sua iniciativa de investimento na Usiminas ser frustrada e ainda fica em uma posição de desvantagem para negociar a venda dos ativos.