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SÃO PAULO – O Barclays escolheu a GOL (GOLL4) como a empresa preferida do setor aéreo para se investir em 2012. Segundo o banco, suas ações estão bem descontadas porque o mercado não acredita que os resultados apresentados serão suficientes para suprir suas obrigações com dívidas. “Isso não parece realista para nós”, diz o analista Daniel Spilberg, que assina o relatório do banco.
Spilberg calcula como preço-alvo de 12 meses para as ADRs (American Depositary Receipts) o valor de US$ 15, o que traria um potencial de valorização de 88,92% frente à cotação de fechamento de 13 de dezembro. Já para os ativos GOLL4 negociados na BM&F Bovespa, o preço fixado é de R$ 25, um upside de 65,89%. Ele também recomenda alocação dos papéis com maior peso, ou overweight, em carteira.
Busca por rentabilidade
Um dos principais motivos para a aérea ser top pick do Barclays para o ano que vem é o plano de busca por maior rentabilidade operacional que ela está atualmente colocando em prática. A GOL aproveitou, assim como sua concorrente TAM (TAMM4), para garantir estabilidade em número de aviões na frota de 2012, mudar executivos-chave e tomar iniciativas de corte de custos.
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Além disso, o aumento médio de 20% nas tarifas para os voos também deve trazer resultados para a empresa até 2013, segundo o analista do Barclays. O consenso de mercado, porém, aponta para uma queda de aproximadamente 40% no Ebitdar (geração operacional de caixa menos leasings) da companhia – o banco prevê queda de apenas 10% em dois anos.
Assim, o preço das ações estaria bem abaixo de seus indicadores financeiros, sendo negociadas a um múltiplo de 7,0x de EV/Ebitdar, ou a relação entre o valor de mercado e a geração de caixa. O ROIC (retorno sobre capital investido) da GOL também é expressivo, de 9,8%.
Riscos e possibilidades de impulsão
Há ainda dois cenário traçados por Daniel Spilberg para a empresa. No primeiro, a fusão entre TAM e LAN – Latam Airlines – faria com que aeronaves fossem retiradas do Brasil para ajudar no excesso de capacidade do mercado doméstico hoje. Isso traria o ROIC para 11% e o EV/Ebitdar para 7,7x, elevando o preço-alvo a US$ 21 (upside de 164,48%).
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A projeção pessimista, no entanto, dá conta de um possível repique nos preços de combustível para aviões, e prevê uma competição ainda mais intensa no setor aéreo brasileiro. Com essa maior agressividade, a alta nas passagens não poderia ser repassada. O ROIC iria a 8,5%, e o múltiplo antes citado caíria para 6,2x, pressionando o valor das ações para US$ 8 em 12 meses (potencial de valorização de 0,75%).