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SÃO PAULO – Após um forte desempenho no primeiro trimestre, o Barclays tece elogios ao setor de telecomunicações, mas aponta que alguns pontos de pressão já podem ser observados em determinadas ações.
Para Michel Morin, analista do Barclays, o setor de telecom foi o que mais se destacou no 1T11, com ganhos de 16% – mais os dividendos – contra apenas 1% do Ibovespa. Para Morin, esse resultado pode ser explicado por um cenário competitivo mais benigno em 2010 e pelo sucesso de algumas fusões e aquisições.
Apesar da visão positiva, o analista aponta um sinal de alerta que começa a aparecer para as empresas brasileiras. O aumento da concorrência, em especial com a entrada da GVT em São Paulo e no Rio de Janeiro oferecendo serviços de TV por assinatura e da Nextel com serviços de Internet 3G a partir de 2012, pode trazer riscos para as ações das empresas que atuam nesse mercado.
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A preferida
Tendo em vista o atual contexto, os ADRs (American Depositary Receipt), negociados na Bolsa de Valores de Nova York sob o código BTM, da Brasil Telecom (BRTO3, BRTO4) continuam sendo os preferidos no setor. Mesmo com expressiva valorização das ações preferenciais locais – carca de 30% – no ano, Morin vê o ADR da empresa como o mais atrativo do setor na América Latina e, possivelmente, no mundo.
O aumento de capital recente na Tele Norte Leste (TNLP3, TNLP4) abre caminho para valuation e governança melhores na Brasil Telecom, de acordo com o banco. A recomedação para BTM é overweight (peso acima da média do mercado ao longo de um horizonte de investimento de 12 meses, segundo o critério do Barclays). Para os ADRs da Tele Norte Leste – negociados com o código TNE – a recomendação é underweight (peso abaixo da média do mercado ao longos dos próximos 12 meses).
Telesp
As projeções para a Telesp (TLPP3, TLPP4) também são positivas. A operação com as ações da Vivo (VIVO3, VIVO4), parte da fusão entre as companhias, deve fazer com que a “nova” Telesp gere cerca de R$ 36 bilhões em receitas com vendas em 2011, atingindo a posição de maior telecom do Brasil.
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As projeções podem ser ainda mais otimistas, tendo em vista que os possíveis ganhos com sinergia ainda não foram incorporados no modelo. Considerando os ADRs da Telesp mais atrativos do que os da Tele Norte Leste, o analista sinaliza sua preferência entre os dois ativos.
A recomendação para TSP (código do ADR da empresa) foi elevada para overweight, com preço-alvo de US$ 28,00, o que representa um potencial de valorização de 5,7% com base no último fechamento. Já para VIV (código do ADR da companhia), o preço-alvo é de US$ 43,00, um potencial de valorização de 6,3% com base na última cotação de fechamento, com recomendação de overweight.
TIM
Morin também analisa o bom desempenho da TIM (TCSL3, TCSL4), cujo o ADR – negociado na NYSE sob o código TSU – foi considerado o que melhor performou em 2010, com ganhos de 18% em 2010 e de 28% só no primeiro trimestre deste ano. Para o analista do Barclays, esse resultado foi conquistado após a chegada do novo CEO (Chief Executive Officer) da empresa, Luca Luciani, que desde 2009 adotou uma nova estratégia de gestão para a companhia.
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O analista, contudo, não aposta na entrada das ações locais da TIM no Novo Mercado. Para Morin, manter a estrutura de duas classes de ações é o melhor caminho para que a Telecom Italia maximize o valor de sua participação de 70% na TIM, uma vez que as ações preferenciais não possuem direitos de “tag-along” para os acionistas públicos, enquanto os acionistas ON receberiam apenas 80% do valor em caso de venda.
Para a TIM, a recomendação é de equal weight (expectativa de que o ativo terá peso igual à média do mercado dentro de um horizonte de 12 meses, pelos critérios do banco). O preço-alvo foi elevado para US$ 46,00, configurando uma valorização teórica de 0,02% com base no último fechamento.