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SÃO PAULO – O Barclays alterou a recomendação para as ações ON da Petrobras (PETR3, PETR4) de equalweight para overweight. A recomendação para as ações PN da estatal brasileira foi mantida como overweight.
Já o preço-alvo das ações da estatal foi estabelecido em R$ 43,00 para as ordinárias, e R$ 38,00 para as preferenciais. Os targets indicam um upside de 56,65% e 55,74%, nessa ordem. Já os ADRs (American Depositary Receipts) da empresa têm preço-alvo de US$ 53 e US$ 46 para os ativos representativos das ações ON e PN, respectivamente. O potencial de valorização, nesse caso, é de 54,65% e 50,52%, na mesma ordem.
Percepção de risco exagerada
De acordo com relatório assinado pelo analista para o setor de petróleo e gás, da América Latina, Felipe Mattar, o Barclays prefere a Petobras à Ecopetrol e seus concorrentes globais.
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“Acreditamos que a percepção de risco da estatal brasileira é exagerada. Vemos um governo disposto a priorizar o capex da companhia, ao invés de impor o controle de preços de curto prazo para os combustíveis”, aponta o analista em nota.
Mattar também ressalta que a criação da Sete Brasil – anunciada formalmente na véspera – é um sinal positivo, indicando que a Petrobras tenta equalizar seu balanço e necessidades de capital com o “considerável” plano de investimento de longo prazo. Segundo o analista, as necessidades de caixa da empresa no longo prazo são “confortáveis”.
“Não vemos necessidades de novas ofertas de ações, mas esperamos um avanço gradual da alavancagem da companhia, ainda que para níveis ainda confortáveis”. A expectativa de Mattar são de que a relação dívida líquida/ Ebitda da empresa atinja 1,7 vezes em 2020.
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Por fim, o Barclays destaca que as metas de produção da estatal são agressivas, mas “o pré-sal traz um risco para cima”. “A Petrobras está aprendendo a jogar o jogo do guidance”, completa Mattar.