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Banco PanAmericano amarga prejuízo de R$ 198 milhões no trimestre

Instituição havia obtido lucro de cerca de R$ 3 milhões um ano antes; provisão para empréstimos duvidosos continua elevado

SÃO PAULO – O Banco PanAmericano (BPNM4) acumulou um prejuízo de R$ 197,9 milhões no terceiro trimestre deste ano, contra um lucro líquido de R$ 2,8 milhões no mesmo período do ano anterior.

Em comunicado, a instituição justifica essa variação no lucro pela cessão de carteira de crédito sem coobrigação. No terceiro trimestre deste ano a cessão foi de R$ 342,8 milhões em carteiras de crédito imobiliário, sendo que um ano antes o valor foi de R$ 576,3 milhões, referente a carteiras de crédito ao consumidor e crédito consignado.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa, em R$ 427 milhões, é considerado elevado pelo próprio banco e apontado como outro fator que impactou de modo negativo o resultado. Entretanto, o Banco PanAmericano lembra que essa provisão era de R$ 441,4 milhões no trimestre anterior.

“O comportamento de tais indicadores sugere que a redução das despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa deverá avançar de forma gradual ao longo dos próximos trimestres”, afirma o comunicado.

Intermediação financeira melhora
Apesar disso, o resultado bruto de intermediação financeira passou de um resultado negativo de R$ 26,8 milhões para um positivo de R$ 77,0 milhões. A carteira de crédito expandida, aos R$ 13,17 bilhões, e os ativos totais, aos R$ 18,24 bilhões, também mostraram evolução, ao indicarem crescimentos de 25,9% e de 41,8%, respectivamente.

As despesas financeiras também melhoraram, ao passarem de R$ 1,1 bilhão entre julho e setembro de 2011 para R$ 771,5 milhões neste ano.

Contudo, a linha outras despesas operacionais avançou de R$ 252,5 milhões para R$ 375,2 milhões. A margem financeira líquida também mostrou uma piora no período: de 19,4% para 15,4%. 

Qualidade da carteira piora, Basileia avança
Do mesmo modo, a qualidade da carteira de crédito registrou uma leve piora. Segundo a instituição, 83,2% dela é classificada na categoria de risco entre AA e C, sendo que um ano antes essa porcentagem era de 84,8%. 

Já o índice de Basileia, que mede o colchão de liquidez da instituição, passou de 11,99% para 12,19% – apesar da forte queda sobre os 20,09% do trimestre anterior, quando o prejuízo foi de R$ 262,5 milhões.

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