Banco ABC Brasil mitiga a inadimplência adotando perfis mais restritivos

Banco privilegia a qualidade do portfólio, busca novos clientes e diz que o momento é de foco na qualidade e não na quantidade

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SÃO PAULO – O Banco ABC Brasil (ABCB3) projeta um guidance entre 10% e 12% para o crescimento da carteira de crédito em 2011. Até novembro, o desempenho positivo foi de 8,5%. Para Alexandre Yoshiaki Sinzato, head de Relações com Investidores, a meta é factível, embora tenda a ficar mais na parte de baixo do guidance neste ano.

O banco garantiu que o cenário mais restritivo para o crédito não prejudica o crescimento da carteira, mas este “é o momento para focar mais na qualidade do que na quantidade”, afirmou o vice-presidente financeiro, Sérgio Lulia Jacob. 

Para mitigar a inadimplência, a instituição aumentou a troca dos clientes da carteira. “Passamos a adotar perfis de crédito mais restritivos e a privilegiar os clientes com qualidade de crédito melhor”, disse Jacob em teleconferência realizada nesta terça-feira (8).

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Custo de financiamento
O custo de funding no setor bancário aumentou por todo o mundo, se comparado o último trimestre com o início do ano. No entanto, a alta aconteceu de maneira mais ou menos uniforme. “Em termos relativos, não aumentou mais para a ABC do que para os grandes bancos”, disse um dos executivos.

Com boas posições de mercado e o aumento de clientes, os custos mais elevados puderam ser repassados. O banco considera que a qualidade do funding no Brasil “continua muito boa”, embora no mercado internacional haja mais cautela. 

Aumento da inadimplência
Neste trimestre, os números de créditos baixados para prejuízos chegou a R$ 16,5 milhões, contra os R$ 4,7 milhões no período anterior. Os executivos justificaram a dinâmica a um movimento de provisão ocorrido há muitos meses atrás. “Não são problemas de crédito originados agora”. Apesar dos spreads maiores, a inadimplência também cresceu. A saída foi aumentar a substituição de clientes e restringir o crédito.