Balanço de Lojas Americanas deve ser neutro, com contínua pressão de B2W

Analistas ainda esperam prejuízo e fluxo de caixa negativo para braço de varejo online no terceiro trimestre
Fachada de loja física das Americanas
Fachada de loja física das Americanas

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SÃO PAULO – Os analistas esperam um balanço neutro da Lojas Americanas (LAME4) no terceiro trimestre de 2011. Isso porque, mesmo com bom desempenho nas lojas físicas, as operações do braço de varejo online, a B2W (BTOW3), deve voltar a impactar o lucro consolidado negativamente. O resultado será publicado ainda nesta terça-feira (13), após o fechamento do pregão.

A análise de Bradesco, Santander e Itaú BBA indica crescimento anual de 8% nas vendas pelo critério “mesmas lojas” (unidades abertas há mais de um ano) do segmento de varejo físico da companhia. Esse aumento será reflexo da “resiliência do modelo de negócios da empresa, largamente atribuído ao seu amplo mix de produtos”, de acordo com Tobias Stingelin, do Santander.

Expansão modesta
Em relação a margem bruta, os analistas esperam aumento modesto na comparação anual, dada a forte melhoria do indicador no terceiro trimestre de 2011. A margem bruta da Lojas Americanas pode ter expansão de 35 pontos-base, de acordo com a média das projeção dos três bancos.

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“Dado ao acelerado ritmo de abertura de lojas, acreditamos que o ligeiro ganho de margem bruta pode ser diluído por despesas pouco maiores, levando a uma pequena contração anual da margem Ebitda”, acredita Carlos Constantini do Itaú BBA.

Perdas continuam
Com relação a B2W, os analistas ainda esperam prejuízo e um fluxo de caixa negativo, apesar de uma aceleração de receitas na comparação com o ano passado.

“Um crescimento mais rápido está relacionado ao aumento das despesas financeiras. Associado ao elevado nível de investimentos, isso pode novamente pesar no resultado final da B2W e na geração de caixa”, resume Stingelin.

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Ainda do lado negativo, as margens da companhia provavelmente permanecerão pressionadas. Para Ricardo Boiati do Bradesco, a margem bruta da companhia deve melhorar, em função da fraca base de comparação, embora ainda impactada negativamente pelo longo período de entrega de produtos e um ambiente mais competitivo. “Apesar da melhoria esperada nas margens brutas, o aumento de despesas com vendas e os descontos aos clientes deve pressionar a margem Ebitda ajustada da companhia”, completa o analista.

Aumento da confiança
Em relação a receita, os bancos estimam aumento anual de 8%. Ainda que pouco animadora, o Santander acredita que a alta nas vendas ainda é uma notícia positiva, porque sinaliza que a estratégia de focar no serviço ao cliente e na logística começa a dar frutos.

“Acreditamos que a aceleração da receita é um ponto chave, pois mostra que a confiança do consumidor está melhorando, ajudando a B2W a diluir sua estrutura de vendas mais cara ao longo do tempo”, explica Stingelin.

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Confira as projeções para o resultado da Lojas Americanas:

(em R$ milhões) Previsão para o 3T12 Resultado 3T11 Diferença
Receita líquida 1.553,0 1.371,8 +13,21%
Ebtida 246,25 215,7 +14,16%
Lucro líquido 55,60 49,2 +13,01%
Projeções de Itaú BBA e Bradesco

Confira as projeções para o resultado da B2W Varejo:

(em R$ milhões) Previsão para o 3T12 Resultado 3T11 Diferença
Receita líquida 1.122,7 1.044,2 +7,52%
Ebtida 87,90 79 +11,27%
Lucro líquido (33,80) (37,9)  +12,13%
Projeções de Bradesco, Santander e Itaú BBA