Ativa considera negativa a possibilidade de Eletrobras participar do trem bala

Corretora afirma que participação no negócio tem potencial de geração de valor duvidoso e é estrategicamente indesejável

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SÃO PAULO – Em análise da notícia sobre a possível participação da Eletrobras (ELET3, ELET6) no empreendimento do trem bala, a Ativa Corretora considera que qualquer confirmação será “necessarimente negativa” para a estatal.

Segundo o noticiário, a Eletrobras foi apontada como uma possível participante do consórcio do trem bala pelo governo, empreendimento de R$ 33,1 bilhões. A justificativa é que o negócio terá altos índices de utilização de energia para fazer a conexão entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Potencial de geração de valor duvidoso
Na visão do analista Ricardo Corrêa, por ser uma empresa estatal que atua nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, qualquer diversificação de suas atividades para um empreendimento ferroviário seria indesejável, não somente a partir do ponto de vista estratégico, mas também pelo seu “duvidoso potencial de geração de valor”. 

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Por fim, a Ativa ressalta que o fato exemplifica o principal risco da Eletrobras:  a decisão de investimento da empresa ser gerida por uma agenda política, e não pela necessidade de geração de valor.