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SÃO PAULO – Se a decisão do Federal Reserve de manter os juros nos Estados Unidos animou o mercado nesta quarta-feira (21), a Vale (VALE3; VALE5) teve pelo menos mais três motivos que explicam a alta de 7% de suas ações, que ficaram entre as maiores altas do Ibovespa neste pregão. Os papéis ordinários subiram 5,69%, cotados a R$ 17,65, enquanto os preferenciais avançaram 6,34%, a R$ 15,27.
A primeira boa notícia é que a Vale teve sua recomendação elevada de underweight (exposição abaixo da média do mercado) para equalweight (exposição em linha com o mercado) pelo Barclays, que também aumento o preço-alvo para o ADR de US$ 3,50 para US$ 4,00.
Em segundo lugar, chamou atenção dos investidores a notícia da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, que afirma que o conselho de administração da mineradora vai aprovar ainda hoje a venda de dois terços de sua área de fertilizantes para a americana Mosaic, em um negócio no valor de US$ 3 bilhões.
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Por fim, projeções otimistas traçadas para o mercado asiático pelos analistas do Credit Suisse ajudam a reforçar o bom humor com a Vale. Segundo eles, as projeções de exportações da China aumentaram de 2% para 8% em 2017, como consequência principalmente da depreciação de quase 8% do REER (real effective exchange rate) chinês desde o último ano.
Apesar de as exportações serem muito mais sensíveis ao crescimento global que à REER, eles esperam que, nesses níveis de depreciação, as exportações cresçam 6,5%, mesmo sem mudanças no crescimento global. Como maior mercado de commodities do mundo, uma melhora da situação na China seria de grande importância para a Vale e poderia ajudar em uma melhora de seu negócio.