Após vender Porto Sudeste, Eike quer agora atrair sócio para as minas da MMX

Conforme apurou a Folha, as conversas estariam avançadas com a Comisa, que também explora minério de ferro na região de Serra Azul, em Minas Gerais

Igarape, 05 de novembro de 2011Imagens aereas das minas de minerio de ferro Tico Tico e Ipe, da empresa MMX, no complexo Serra Azul.Foto: Bruno Magalhaes / Nitro
Igarape, 05 de novembro de 2011Imagens aereas das minas de minerio de ferro Tico Tico e Ipe, da empresa MMX, no complexo Serra Azul.Foto: Bruno Magalhaes / Nitro

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SÃO PAULO – Além da recuperação da OGX Petróleo (OGXP3) – agora Óleo e Gás Participações – e OSX Brasil (OSXB3), o empresário Eike Batista está engajado em outro frente: atrair um sócio para o que restou de sua mineradora MMX (MMXM3). O controle do Porto Sudeste, no Rio de Janeiro, foi vendido, em outubro, para o fundo soberano de Abu Dhabi Mubadala e a trading holandesa Trafigura. 

Em jogo agora está o destino da subsidiária MMX Sudeste, dona de jazidas de minério de ferro em Minas Gerais e responsável por quase toda a produção da companhia, apurou a Folha de S. Paulo. As conversas caminham de forma mais adiantada com a Comisa (Companhia de Mineração Serra Azul), que explora minério de ferro na região de Serra Azul, Minas Gerais, onde também estão as minas de Eike, informou a publicação. Na proposta, seria criada outra empresa, na qual a Comisa teria participação de 60% a 70%.

Embora não envolva desembolso financeiro, o negócio interessa Eike, uma vez que a MMX tem contrato, até 2026, com a MRS Logística para transportar até 36 milhões de toneladas de minério de ferro, e tem de honrá-lo, mesmo se não tiver o suficiente para embarcar.