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SÃO PAULO – Frente à forte perda de lucro líquido no segundo trimestre, o diretor de relações com investidores da Indústria Romi (ROMI3) garante que sua empresa já se prepara para 2012.
Inicialmente, Luis Cassiano Rosolen se viu obrigado a rever o guidance para o segundo semestre, frente ao desempenho aquém do esperado nos primeiros seis meses do ano e a deterioração do cenário macroeconômico como um todo, envolvendo alta da inflação, forte depreciação do dólar e elevação da taxa básica de juros.
Como resultado, a empresa agora projeta manter sua receita estável em 2011 na comparação com 2010, ou até perder cerca de 5% de suas vendas. “Em margens, o Ebitda (geração operacional de caixa) deve ficar entre 6% e 8%”, diz o executivo.
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“Consequentemente, os investimentos também estão sendo contidos, pois não precisamos de mais capacidade agora. Estamos fazendo os investimentos em manutenção – R$ 20 milhões em 2011”, completa Rosolen.
Prudência
Após as mudanças de perspectiva para o restante do ano, a empresa diz já trabalhar com projetos para 2012, mas prefere manter segredo por enquanto, até mesmo em nome da prudência.
“É bem difícil em uma indústria tão cíclica ser extremamente assertivo sobre 2012 com base no que temos hoje”, explica o executivo, exemplificando que para este ano a expectativa era muito diferente do que foi possível realizar.
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Influência do BNDES
Porém, o fim do PSI (Programa de Sustentação do Investimento – BNDES) pode ser encarado com um ponto chave. “O PSI é mais um diferencial competitivo para as indústrias terem acesso ao aumento de capacidade com taxas mais competitivas, comparáveis às do exterior, mas ainda é cedo para avaliar o que vai acontecer se o programa acabar em dezembro”, finalizou Rosolen.