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SÃO PAULO – Desde o final do ano passado, a Hering (HGTX3), até então a “queridinha” dos investidores do setor de varejo, vinha passando por uma fase ruim na bolsa, puxada pela descrença do mercado em relação à melhoria dos seus números – ceticismo que foi confirmado com os dados prévios de 2012, divulgados no começo de janeiro. Contudo, a tentativa de retomar o posto de “top pick” do varejo pode ter chego nesta terça-feira (23) após a divulgação do seu balanço referente ao 1º trimestre.
A perspectiva para a empresa melhorou, nem tanto pelo seus números apresentados nos primeiros meses de 2013 mas, principalmente, por uma percepção de que daqui para frente vai ser melhor e a varejista vai conseguir reportar dados mais robustos. Pelo menos é essa a impressão do Itaú BBA, que tem recomendação outperform (desempenho acima da média).
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A companhia parece que está trabalhando para melhorar o seu operacional – o que foi um dos grandes problemas enfrentados pela Hering no 4º trimestre -, além de mostrar confiança de que o outubro trará duas boas surpresas em seu balanço: a oportunidade de estancar a queda de margem trazida com a sequência de promoções feitas no ano passado; e o início das vendas de peças de um maior valor agregado e estoque adequado.
Sinais que fizeram os analistas Fabio Monteiro e João Mamede, do BTG Pactual, reafirmarem recomendação de compra para as ações. “No primeiro trimestre, a companhia ainda mostrou os mesmos problemas enfrentados no último ano, ou seja, nova queda no segmento mesmas lojas. Contudo, o ponto positivo ficou com a aceleração das vendas totais, que normalizou o nível dos estoques”, disseram. Com isso, eles acreditam que “números melhores virão daqui para frente”.
Nem todos estão otimistas
A confiança com os próximos resultados da companhia, contudo, não é unanimidade no mercado, embora todos apontem para uma perspectiva mais favorável. Ou seja, aquele posto de “queridinha” da bolsa que a companhia sustentava no ano passado ainda não foi completamente retomado: Bank of America Merrill Lynch, Brasil Plural e Banco Fator Corretora mantiveram recomendação neutra para as ações da empresa.
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Vale lembrar que, antes da divulgação dos balanços do 1º trimestre, a equipe do HSBC em relatório sobre projeções para o setor chegou a afirmar que a Hering até conseguiria recuperar-se operacionalmente em 2013, mas esse “turnaround” não viria ainda nos primeiros três meses do ano.
O balanço
Entre os meses de janeiro e março, a Hering viu seu lucro líquido recuar 1,2%, na comparação com igual período do exercício anterior, para R$ 69,4 milhões. A receita líquida avançou 16,2% no primeiro trimestre, para R$ 379,7 milhões.
Já as vendas nas mesmas lojas da rede recuaram 0,8% nos três primeiros meses frente ao mesmo período de 2012, seguindo o recuo verificado no fim do ano passado.