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SÃO PAULO – Após a aprovação pelo Conselho de Administração da Oi (OIBR3;OIBR4) do novo presidente da companhia, Zeinal Bava, que impulsionou as ações na última terça-feira (4), o HSBC manteve as preocupações com a empresa telefônica e reiterou a recomendação underweight (exposição abaixo da média) para os ativos da companhia.
Os analistas Richard Dineen, Sean Glickenhaus e Luigi Minerva destacam os pontos positivos de Bava, que é um dos executivos de telecomunicações mais respeitados da Europa e, em Portugal, foi responsável pelo impulso nos investimentos em redes de fibra de última geração na Portugal Telecom. “De forma geral, é tido como um líder carismático e um excelente comunicador com os mercados financeiros”, apontam os analistas.
Contudo, os analistas seguem com recomendação underweight para os papéis, possuindo preço-alvo de R$ 5,50 para os ativos OIBR4, o que configura um potencial de valorização de 14,58% em relação ao fechamento desta terça-feira. Isso porque há um risco significativo para a distribuição de dividendos em setembro deste ano.
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Cancelamento de dividendos?
Antes do anúncio no novo CEO, as ações OIBR4 haviam registrado queda em torno de 50% no acumulado do ano, fechando em um piso histórico em 15 anos em 3 de junho, apontam os analistas. “Acreditamos que o mercado pode estar prevendo um corte ou até mesmo um cancelamento da distribuição de dividendos, marcada para setembro de 2013″, destacam. O valor implícito é de R$ 1 bilhão de acordo com o guidance de dividendos para 2013, que é de R$ 2 bilhões.
A venda bastante ativa de ativos não estratégicos está vendo feita como forma de minar o problema da companhia, mas a questão de tempo segue afetando a companhia. Em abril de 2013, a empresa anunciou a venda, de torno de R$ 1 bilhão, dos direitos de uso de torre fixa, além de confirmar negociações em andamento para mais alienações a fim de cumprir seus compromissos de “governança” com a geração de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e alavancagem, fatores que servem de base para a política de distribuição de dividendos.
“Entretanto, parece cada vez mais improvável, a nosso ver, que ela receba todas as aprovações regulatórias necessárias para contabilizar os ganhos associados antes do final do trimestre em curso. Sem isso, cremos haver um risco significativo de que a distribuição de dividendos programada para o terceiro trimestre possa ser substancialmente reduzida ou até mesmo cancelada”, afirmam os analistas.