Após decisão da CVM, Citi prevê avanço dos papéis de Tractebel e reitera compra

Para analistas, julgamento da autarquia favorece governança da Tractebel e mitiga receio dos investidores sobre a companhia

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SÃO PAULO – Diante da decisão da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que provê mais poderes aos acionistas minoritários da Tractebel (TBLE3), o Citigroup reiterou sua recomendação de compra para os ativos e, além de demonstrar otimismo quanto ao desempenho da companhia, prevê alata dos papéis após a determinação da autarquia.

Na última sexta-feira (15), a CVM decidiu que o controlador da Tractebel, a GDF Suez Energy Lation America, não pode votar contratos do mesmo grupo a serem destinados à assembleia, posição que favorece os minoritários no modelo de transferência da fatia da controladora na hidroelétrica Estreito para a controlada.

Cabe lembrar que o negócio é polêmico, já que o mercado entendeu que a GDF Suez estava vendendo o ativo para sua controlada com um prêmio muito elevado. Com a decisão, o negócio será aprovado em assembleia marcada para a próxima terça-feira, o que dependerá agora dos minoritários.

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Governança imponente 
“As restrições à GDF Suez podem ser um gatilho para que a Tractebel tenha uma posição mais impositiva relacionada aos projetos de hidroelétricas, tomando a liderança em leilões e negociações anteriormente detidas pelo GDF Suez”, enaltecem Marcello Britto e Tathiana Reis, analistas que assinam o relatório do Citi.

“Nós achamos que esta mudança é positiva, pois acreditamos que a Tractebel tem uma posição consolidada no mercado brasileiro, e parece pronta para assumir tais desafios”, prossegue a dupla do banco.

Projeções positivas
Além disso, os analistas avaliam que a decisão não afeta suas estimativas para a companhia e exaltam o fato de que antecipa as discussões quanto as transferências da hidroelétrica de Jirau, “que permanece sendo uma preocupação dos investidores”.

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“Recomendamos a compra de Tractebel pelo valor implícito dos seus ativos existentes e por acreditarmos que as ações devem negociar bem à medida que a decisão da autarquia melhora a governança corporativa de uma forma clara”, concluem Britto e Tathiana.