Destaque de alta

Após comprar usina da Biosev, ações da São Martinho chegam a subir 3,8%

Aquisição é positiva para a empresa, tendo em vista o grande espaço para ganhos de sinergia e o impacto sensível no caixa da sucroalcooleira

SÃO PAULO – A notícia da compra de ativos da Biosev pela São Martinho (SMTO3) impulsiona as ações da empresa compradora na Bovespa. Às 11h31 (horário de Brasília) desta terça-feira (18), os papéis SMTO3 registravam alta de 2,40%, cotados a R$ 25,60, enquanto o Ibovespa subia 0,62%, para 59.935 pontos. No seu melhor momento do dia até o momento, as ações da São Martinho chegaram a valer R$ 25,94, indicando valorização de 3,76%.

Na noite de segunda-feira, a Biosev, divisão de energia da Louis Dreyfus Commodities no Brasil, assinou acordo para venda de sua Usina São Carlos, em Jaboticabal (SP) para a São Martinho. O valor da operação ficou em R$ 200 milhões e inclui a venda da usina e ativos agrícolas e a área com cana no entorno da unidade para a São Martinho. O acordo prevê ainda o fornecimento de 1 milhão de toneladas de cana da São Martinho para a Biosev no primeiro ano da operação.

Em relatório, a equipe de análise da XP Investimentos avalia o acordo como positivo para a São Martinho, tendo em vista o espaço para reduzir custos com os ganhos de sinergia na área agrícola, “uma vez que 70% do custo de produção de açúcar e etanol vêm da área agrícola”. Além disso, a pequena distância da São Martinho para a principal usina da empresa – cerca de 30 km – deve reduzir os custos de carregamento da cana até a usina, aponta a corretora.

Impacto sensível no caixa
Sobre o preço a ser pago, a XP ressalta que a São Martinho possui um caixa suficiente para custear a operação, não devendo afetar a sua dívida líquida – até o final de setembro, a sucroalcooleira detinha R$ 711,3 milhões em caixa adicionar 13% da sua atual capacidade de processamento de cana por um preço.

Com a aquisição, a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) pode chegar a 2,9x, desconsiderando ainda a geração de caixa resultante da compra do ativo, avalia a XP.