Após balanço, HSBC reduz preço-alvo da B2W e espera downside de 58%

Banco estima que o valor dos ativos caia dos R$ 9,46 atuais para R$ 4,00 ao fim do ano; recomendação é de underweight

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SÃO PAULO – Após o fraco resultado no balanço referente ao quarto trimestre de 2011 publicado pela B2W (BTOW3), o HSBC reiterou a recomendação underweight (peso abaixo da média do mercado) para os ativos da companhia, estimando um preço-alvo de R$ 4,00. O valor representa um downside de 57,7%, comparado ao valor de negociação de R$ 9,46 cotado no último fechamento. 

Além disso, na sequência do balanço, o banco ajustou as estimativas de lucros para a B2W. “Reduzimos nossas projeções de receita e premissas de margem, pois acreditamos que a empresa continuará a usar descontos para atrair os consumidores em 2012”, explicam os analistas Francisco Cheves e Manisha Chaudhry.

Os analistas ressaltam que as estimativas de LPA (Lucro Por Ação) para 2012 continuam inalteradas, considerando que esses efeitos são compensados pela queda projetada dos custos financeiros e impostos.

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Cenário nebuloso para B2W
Na divulgação dos resultados trimestrais, a B2W mencionou melhorias significativas nos indicadores operacionais e queda acentuada nas reclamações dos consumidores, em comparação ao mesmo período. “Entretanto, a B2W não forneceu nenhum número consistente para embasar essas alegações”, opinam Cheves e Chaudhry.

A empresa também mencionou o início de aproximadamente 80 projetos, elaborados com a finalidade de melhorar e ampliar a experiência dos consumidores nos sites da B2W. Contudo, para os analistas, as reclamações dos consumidores estão caindo conforme a desaceleração do crescimento das vendas, “que atingiu um nível extremamente baixo para uma empresa de comércio eletrônico”, afirmam os analistas.

“Embora essas iniciativas sejam encorajadoras, em nossa opinião, é muito difícil para um varejista virtual conseguir atrair os consumidores depois de eles terem passado por uma experiência desagradável. Além disso, existem muitas outras opções de comércio eletrônico, dentre as quais as mais importantes são Ponto Frio, Walmart e Mercado Livre”, concluem.

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Reflexos na LAME4
O HSBC optou também por alterar as estimativas consolidadas em 2012 para a Lojas Americanas (LAME4), considerando os reflexos dos resultados de sua controlada. 

Na nova estimativa, o LPA de 2012 atinja R$ 0,44 e fique abaixo da estimativa anterior de R$ 0,53. “A queda dos lucros da B2W tem pressionado os resultados das Lojas Americanas, em virtude da consolidação da participação acionária de quase 59% que ela detém nessa problemática empresa de comércio eletrônico”, completam os analistas.