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SÃO PAULO – Na opinião do BB Investimentos, apesar do resultado mais fraco revelado no balanço trimestral referente ao quarto trimestre de 2011, a MMX (MMXM3) tem apresentado uma boa evolução operacional a cada trimestre. Este desempenho pode ser observado, na opinião do analista Victor Penna, no resultado consolidado do fechamento do ano de 2011.
No período, o analista destaca a obtenção da certificação das reservas de minério pela SRK Consulting, o contrato assinado com a MRS para transporte de até 36 milhões de toneladas de minério até 2026 e a obtenção da licença prévia para a implantação da expansão de Serra Azul.
“São exemplos que trazem à companhia boas perspectivas de crescimento para os próximos anos, especialmente após a inauguração do Superporto Sudeste prevista para o primeiro trimestre de 2013”, afirma Penna.
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Volume de vendas e custos pressionam margens
Na opinião do analista, em decorrência das chuvas ocorridas no mês de dezembro no Estado de Minas Gerais, a produção no Sistema Sudoeste apresentou uma redução de 10% no comparativo trimestral.
Já a redução de 88% no Sistema Corumbá é justificada pela baixa navegabilidade do Rio Paraguai, compensada parcialmente pela maior utilização de estoques. “Isso resultou em volume de vendas um pouco menor no período”, explica o analista.
Sobre o aumento de custos e despesas operacionais, a explicação da MMX deve-se a um ajuste negativo de R$ 9 milhões nos estoques de minério de ferro no Sistema Sudoeste ocorrido no período. Já o resultado financeiro negativo de R$ 51,7 milhões no quarto trimestre, em comparação com os R$ 305,8 milhões no período imediatamente anterior, é explicado, em grande parte, pela valorização cambial de 1,2% no período, prejudicando menos a dívida financeira e as obrigações com pagamento de royalties, cuja base é em dólar.