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SÃO PAULO – A Ativa Corretora iniciou cobertura da Cyrela (CYRE3) com recomendação de compra para as ações da empresa e preço-alvo de R$ 23,60 para os papéis, o que sugere um potencial de valorização de 38,42% em relação ao preço de fechamento da terça-feira (26).
Tese de investimento
Armando Halfeld, analista da Ativa, ressalta que a empresa costumava apresentar rentabilidade acima das suas concorrentes, mas que recentemente tem performado abaixo do setor, devido a duas revisões de orçamento, dúvidas sobre capacidade de cumprimento e revisão de guidance.
Mesmo assim, ao analisar a empresa, e levando em consideração esses fatos e utilizando “premissas conservadoras” nas projeções para a Cyrela, como o ponto mínimo do guidance de lançamentos e a utilização de margens menores que as indicadas pela companhia, o modelo do analista ainda mostra um upside significativo, razão pela qual Halfeld recomenda a compra da ação.
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Para ele, existem quatro riscos para o investimento na Cyrela, como a capacidade de execução dos empreendimentos, elevação acima da expectativa na taxa de juros, a revisão do orçamento em algumas obras e a falta de mão de obra especializada.
Living, terrenos e rentabilidade
Halfeld acredita em um crescimento de importância do braço de baixa renda da Cyrela, a Living, que em 2010 havia correspondido por cerca de 30% dos lançamentos. O analista prevê que a participação aumentará para 40%, valor que deverá ser mantido nos anos seguintes.
O analista também ressalta os R$ 36,6 bilhões em terrenos que a empresa possui, que embora estejam distribuídos em 16 estados, se concentram nos maiores mercados nacionais, São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa possui forte porcentagem na Barra da Tijuca, local em que se realizará os Jogos Olímpicos em 2016. Halfeld ainda ressalta que a empresa possui atuação internacional na Argentina e no Uruguai.
Para o analista, a empresa deverá recuperar parte de suas margens líquidas, que em 2009 chegaram a 17,8%, mas caíram a 12,3% durante 2010, devido aos estouros orçamentários já mencionados. “Acreditamos que as margens lentamente se recuperarão no longo prazo”, apontou a corretora em relatório. Porém, para Halfeld, essa recuperação não alcançará os números anteriores.