Apesar de lucro histórico em 2013, ação do BB tem queda de mais de 4%; veja por quê

Lucro líquido de 2013 foi recorde, impulsionado por fatores como o IPO do BB Seguridade, mas despesas no trimestre afetaram balanço no quarto trimestre
Banco do Brasil (Foto: Divulgação/BB)
Banco do Brasil (Foto: Divulgação/BB)

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SÃO PAULO – O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou seus resultados do quarto trimestre de 2013 na manhã desta quinta-feira (13), reportando um lucro líquido de R$ 3 bilhões, uma queda de 23,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em bases recorrentes, o lucro do período, de R$ 2,424 bilhões de reais, caiu 23,8% na comparação anual. A previsão média de oito analistas ouvidos pela Reuters apontava para lucro líquido de R$ 2,61 bilhões no período.

Em meio a isso, as ações do banco abriram com queda de 4,11%, a R$ 21,00 às 10h15 (horário de Brasília). Conforme apontou a XP Investimentos, o desempenho operacional da instituição demonstrou desenvolvimento razoável em algumas métricas, como: despesas de provisão abaixo do esperado, qualidade de carteira em níveis superiores ao sistema financeiro nacional, concessão de crédito abaixo do esperado (aspecto positivo para o banco), reestruturação atingida pelo Banco Votorantim e receitas com serviços em ritmo notável. “Porém, vale ressaltar que a trajetória dos índice de inadimplência para operações em atraso a mais de 90 dias, despesas administrativas e ROE (retorno final da instituição) continuam em tendência negativa, mesmo excluindo Banco Votorantim, o que pode adicionar visão negativa por parte do mercado sobre a instituição”, avaliam.

O Credit Suisse avalia, por sua vez, que o resultado foi pior do que o esperado, também destacando as maiores despesas no trimestre e provisões um pouco maiores, o que compensou a boa performance em margem e receita de serviços.

Apesar de queda trimestral, maior lucro da história em 2013
Vale ressaltar que, no acumulado de 2013, o lucro líquido registrou alta de 29,1%, a R$ 15,758 bilhões, sendo assim o maior lucro da história do sistema financeiro. Com isso, o BB superou o Itaú Unibanco (ITUB4) que, na semana passada, divulgou ter alcançado um lucro de R$ 15,69 bilhões em 2013, até então o maior registrado entre as companhias de capital aberto.

De acordo com o BB, o lucro “foi impulsionado principalmente pela expansão dos negócios, contenção das despesas, assim como pelo impacto do IPO (abertura de capital) da BB Seguridade (BBSE3) no segundo trimestre”. 

Os ativos do banco superaram R$ 1,3 trilhão em dezembro, um crescimento de 13,5% em 12 meses e 3,5% na comparação com o trimestre anterior. 

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Provisões e carteira de crédito
O banco elevou as provisões para perdas com crédito em 15,2% sobre o quarto trimestre de 2012, para R4 4,188 bilhões, e em 7% no comparativo com julho a setembro do ano passado.

A carteira de crédito de crédito no país terminou o ano passado em R$ 636,124 bilhões dentro das expectativas de crescimento de 17% a 21%. O crescimento anual foi de 19,9 por cento. O BB espera que em 2014 sua carteira de empréstimos no país tenha expansão de 14% a 18%.

Na pessoa física, o destaque ficou por conta de saltos anuais de 78% no financiamento imobiliário e de 24,7% em cartão de crédito. No sentido oposto, o crédito para veículos encolheu 1,1%. Entre empresas, a carteira cresceu um total de 17,9% e no agronegócio houve alta de 34,7%.

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O índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias terminou o trimestre de dezembro em 1,98%, queda ante 2,05% nos três últimos meses de 2012, e praticamente estável em relação ao resultado do terceiro trimestre, 1,97%.

(Com Reuters)

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.