Apesar de 1º semestre decepcionante, Santander segue otimista com Hering

Apesar de cenário desafiador, experiência e modelo de negócios contam positivamente; cenário deve ser de volatilidade no curto prazo

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SÃO PAULO – Apesar do primeiro semestre pior do que o esperado, com redução nas vendas, a Hering (HGTX3) mantém um sólido modelo de franquias e de sua estrutura de negócios. É o que afirma o Santander, avaliando que, apesar de crer que o ambiente para companhia continua sendo desafiador – em meio à desvalorização do real, impacto das margens, acirramento da concorrência e desaceleração do crescimento -, vê uma sólida lucratividade de suas franquias.

Além disso, “a experiência da administração irá impulsionar a empresa neste período mais difícil, fornecendo as ferramentas que ela precisa para acelerar o crescimento”, afirmam os analistas do banco, Tobias Stingelin, Ronaldo Kasinsky e Bruno Taveira.

Entretanto, sem expectativas de melhorias significativas para os resultados da companhia no curto prazo, os analistas reduziram a projeção de lucro por ação em 4% para 2012 e em 6% para 2013. Contudo, a Hering continua a oferecer, na opinião de Stingelin, Kasinsky e Taveira, uma boa combinação de atratividade no preço sobre o lucro, sólido potencial de crescimento sobre o lucro, pagamento de altos dividendos e um modelo de negócios flexível – integrando produção interna e terceirização. 

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“Temos expectativa de volatilidade no curto prazo, o que pode propiciar um ponto de entrada atrativo nos próximos 3 meses, mas, em um horizonte de 12 meses, ainda vemos amplo potencial de alta”, avaliam os analistas. Desse modo, a recomendação continua de compra para os papéis, com preço-alvo para o final de 2013 de R$ 54,00 por ação – o que configura um potencial de valorização de 32,52% em relação ao fechamento de terça-feira (7). 

Mudanças para crescer
De acordo com a equipe de análise do Santander, as oportunidades de crescimento continuam amplas, apesar da retomada das vendas em 2012 acontecer depois do esperado e de não surgir com o mesmo ímpeto. Além disso, os analistas projetam maior queda nas taxas de juros, mas também uma desvalorização cambial mais acentuada. 

Nos próximos trimestres, Stingelin, Kasinsky e Taveira acreditam que uma série de fatores internos e externos melhorará gradativamente o resultado da Hering, através do ajuste em sua carteira de produtos, de modo a melhorar a aceitação do público às coleções da companhia, assim como a melhoria na execução nas próprias lojas.

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Além desses, a melhoria no merchandising visual, o aumento dos investimentos em mídia e as expectativas de melhora do crescimento econômico no longo prazo, embora mais tarde do que o esperado, norteiam as expectativas positivas dos analistas. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.