André Esteves brinca: BTG Pactual já é melhor que o Goldman Sachs

Sigla BTG, que significa Banking and Trading Group, pode significar Better Than Goldman, melhor que o Goldman, ou Bank That Grows, banco que cresce

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SÃO PAULO – O BTG Pactual (BBTG11) já dá sinais de que irá se tornar um dos principais bancos de investimentos do mundo, acredita a imprensa mundial. Esse poderio emergente transformou André Esteves, fundador e presidente do banco, em uma das 50 pessoas mais influentes nas finanças mundiais no ano de 2012 – de acordo com a revista Bloomberg Markets. 

O sucesso traz brincadeiras sobre o verdadeiro significado da sigla BTG. Oficialmente, ela significa Banking and Trading Group, mas o próprio Esteves diz, em tom de brincadeira, que o significado é Better Than Goldman – melhor que o Goldman em inglês, fazendo alusão ao Goldman Sachs, banco de investimentos norte-americano. Contudo, parte do mercado chama a atenção para outro possível significado: bank that grows, ou banco que cresce, uma raridade nos dias de hoje. 

Esteves é visto como uma das principais figuras do capitalismo brasileiro e já transformou seu banco em um gigante – maior que muitas das instituições mais tradicionais. A ambição do carioca ficou clara quando, no meio da crise financeira de 2008, tentou adquirir uma fatia controladora no UBS – um dos principais e mais tradicionais bancos de investimentos suíços. A proposta, rejeitada pelo conselho, poderia aliviar os efeitos crise para o gigante europeu, mas culminou na saída de Esteves da instituição, da qual o brasileiro era chefe-global de renda-fixa.

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Pouco tempo depois, Esteves recomprou o Banco Pactual, que havia vendido ao UBS por US$ 3,1 bilhões, por US$ 2,5 bilhões e firmou, de vez, o grupo BTG Pactual. A instituição já é um dos principais bancos de investimento do mundo, e tem oferecido retornos muito mais interessantes que seus rivais globais. O Goldman Sachs, por exemplo, teve retorno sobre patrimônio de 5,4% no segundo trimestre, contra 30,8% do banco de André Esteves. 

Contra os mastodontes?
Nesse cenário, o BTG também se tornou uma das instituições mais dinâmicas, ao contrário dos “mastodontes” europeus e norte-americanos, nas palavras do próprio banqueiro. “Os grandes bancos mundiais estavam muito descontrolados, muito pouco regulados”, disse Esteves. Desde 2008, o BTG já triplicou os seus ativos sob gestão e investiu na internacionalização, abrindo escritórios em Hong Kong, Londres, Nova York e comprando corretoras na América Latina, em países como Chile e Colômbia.

Para aproveitar desse momento, Esteves realizou o IPO (Initial Public Offering) de sua instituição no final de abril. O carioca acredita que o Brasil se compara aos EUA da década de 1950, com a entrada de uma grande geração no mercado de trabalho com intenso processo de urbanização. Para isso, aposta na “fome de capital” que a economia brasileira passa atualmente e na capacidade de seu banco de alimentar esse País.